Móveis transparentes viram objetos de desejo

Móveis transparentes viram objetos de desejo

A tendência é o policarbonato que aparece incolor, com estampas inusitadas e cores fortes

Valéria França, O Estado de S.Paulo

02 Julho 2011 | 00h00

Móveis e acessórios transparentes estão na moda. Os de vidro, que nunca saíram de cena, ganharam mais espaço. Os de policarbonato, como o acrílico, viraram febre e aparecem em cadeiras, estantes, poltronas e mesas, entre outros objetos.

"O móvel de policarbonato combina com todos os estilos de ambiente", diz o arquiteto Jorge Elias. "Ele dá um ar de modernidade descomprometida. Virou objeto de desejo. E a decoração é, cada vez mais, baseada em objetos de desejo."

Na Mostra Black, organizada pela arquiteta Raquel Silveira, Elias colocou na biblioteca da mansão nos Jardins, na zona sul, uma cadeira de acrílico incolor, na qual foi estampada a imagem de outra - antiga, branca e em estilo Luís XV.

O projeto é do designer Fernando Nunes para a francesa Aqua. Importada pela Montenapoleone, loja nos Jardins, aqui ela sai por R$ 2.990.

"A impressão sobre o plástico evoluiu muito. Há marcas que estampam, por exemplo, o tecido de grifes famosas", diz a arquiteta Fernanda Marques, referindo-se à cadeira mademoiselle Moschino, da marca italiana Kartell (R$ 3.728). "O policarbonato permite criar a ilusão de ótica."

Especializada em móveis pouco convencionais, a francesa Acrila imprime em suas cadeiras de textura do capitonê a imagens de personalidades históricas, como a do poeta francês Arthur Rimbaud - que aparece no encosto da peça projetada pelo designer Jean Charles De Castelbaja (R$ 7.197,53, na Marché Arte de Vie).

Vale uma visita ao site da marca (www.acrila.com). A página dá uma boa ideia do que há de mais novo na área. Além do transparente incolor, a nova onda são as cores fortes e cítricas. A Emporium Acrílicos, fábrica de Bauru, no interior do Estado, já captou a tendência. Ela tem cadeiras e banquetas (R$ 520) de policarbonato em amarelo, verde-limão e rosa-choque.

Vidro. O acrílico é base para peças práticas, que podem ser carregadas de um lado para outro. Mais pesado, o vidro vira um mobiliário mais estático. "O vidro tem outro sentido. É mais perene", diz Jacqueline Terpins, designer especializada no material. Há uma década, ela criou uma poltrona de vidro que virou um clássico do design nacional. Agora, lançou uma mesa de centro com três apoios.

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