Motoristas ficam entre PM e manifestantes

Na frente do Masp, parte do movimento tentou fechar a Avenida Paulista no sentido Paraíso

Bruno Ribeiro, Bárbara Ferreira Santos, Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2013 | 02h01

Motoristas presos no trânsito da Avenida Paulista viveram momentos de terror, em meio ao fogo cruzado entre Tropa de Choque e manifestantes, na noite de ontem. Na frente do Masp, por volta das 21h30, parte do movimento tentou fechar a pista sentido Paraíso, após prisão de um integrante, o que provocou novo confronto com a polícia.

O advogado João Paulo Toledo, de 24 anos, que estava parado no congestionamento, tentou fechar o vidro do veículo, temendo que alguém atirasse pedra. Mesmo assim, inalou fumaça das bombas jogadas pela polícia. "Fiz esse caminho, porque não sabia do protesto. Só quero sair logo daqui. Fiquei com medo de depredarem meu carro", contou.

A estudante Flávia Rodrigues, de 25 anos, que voltava da faculdade, chegou a chorar dentro do carro. "Estou aterrorizada. Não sabia do protesto."

Moradores da região também se assustaram com as interdições, cenas de depredação e barulho das bombas de gás. A contadora Maria Lúcia Tamasauskas, de 32 anos, disse que não conseguiu chegar em casa por causa dos protestos e preferiu esperar em um bar. "Vi pela internet que estava tendo a manifestação e achei melhor esperar um pouco para sair do trabalho. Quando cheguei à Paulista, tinha muito lixo na rua, mas não prestei muita atenção no que acontecia. Achei melhor parar em algum lugar e esperar as coisas se acalmarem", afirmou. "Acho legítimo que protestem, mas não é quebrando as coisas que vão conseguir o que querem."

O porteiro Antonio Santiago da Silva, de 74 anos, que trabalha há 17 no Condomínio Pauliceia, disse que os moradores evitaram sair do prédio com medo. "Manifestantes andaram quebrando, tacando fogo. Estão subindo e descendo a toda hora. Tem barulho de bomba, de balas de borracha."

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