Motoristas e cobradores se reúnem para organizar greve em SP

Eles pedem 10,4% de reajuste - 5,54% de reposição mais aumento real de 5% - além de outros benefícios

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

16 de maio de 2008 | 01h56

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista realizam nesta sexta-feira duas reuniões para decidir sobre a paralisação marcada para segunda-feira. Às 10 horas, eles vão debater o andamento nas negociações entre o sindicato da categoria e o sindicato patronal; às 16 horas, para organizar e mobilizar a categoria. Segundo nota divulgada pelo Sindmotoristas - Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo - a categoria e o setor patronal participaram, na tarde desta quinta-feira, de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em razão de divergências durante as negociações em torno de uma cláusula social sobre o fim da jornada flexível, as partes não chegaram a um acordo. Na última terça-feira, no TRT, a desembargadora Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva havia oferecido uma última proposição de conciliação: 7% de reajuste salarial retroativo ao dia 1º e participação nos lucros e resultados (PLR) em 1º de setembro de 400 reais para motoristas e 250 reais para cobradores. O Tribunal estabeleceu na ocasião um prazo de 48 horas para o sindicato e os donos de companhias de ônibus se manifestarem e marcou para quinta-feira uma nova reunião. A categoria pede 10,4% de reajuste (5,54% de reposição da inflação mais um aumento real de 5%), além de outros benefícios. A primeira proposta de reajuste feita pelos empresários era de 4,39%, que foi descartada de imediato pelos funcionários. Em caso de haver paralisação, a desembargadora já determinou que 90% da frota deverá ser mantida em circulação em horários de pico e 80% deve estar nas ruas no restante do dia. Se a determinação não for cumprida, a categoria poderá ser multada em R$ 200 mil.  Em negociação feita no início da semana no TRT, os motoristas e cobradores se comprometeram a não fazer paralisação sem antes avisar ao tribunal. Colaborou Camilla Rigi e Daniel Gonzales

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