Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Motoristas e cobradores mantêm paralisação e bloqueiam garagens

Terminais Lapa, na zona oeste, Mercado e Parque Dom Pedro II, na região central estão fechado; na zona norte, terminais estão abertos, mas sem circulação dos coletivos de cinco empresas

Caio do Valle, Felipe Cordeiro e Marcelo Osakabe, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 09h03

Atualizado às 12h05

SÃO PAULO - Motoristas de cinco empresas de ônibus mantêm paralisação e bloqueiam 10 garagens em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 21. Os veículos dessas companhias estavam impedidos de deixar os locais para entrar em circulação.

Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), às 11h30, estavam fechadas quatro garagens da Sambaíba, duas da Santa Brígida, duas da Gato Preto, uma da Via Sul e uma da VIP M'Boi Mirim.

Ainda de acordo com a SPTrans, apenas os Terminais Lapa, na zona oeste, Mercado (Expresso Tiradentes) e Parque Dom Pedro II, estão fechados. O Terminal Capelinha, na zona sul, amanheceu fechado, mas foi aberto às 10h25.

No entanto, todos da zona norte, que compreende as áreas 1 (noroeste) e 2 (norte), estão vazios, embora estejam abertos. Isso ocorre porque os coletivos não deixaram as garagens. Na zona norte, há sete terminais: Casa Verde, Jardim Britânia, Parada Inglesa, Pirituba, Santana, Tucuruvi, Vila Nova Cachoeirinha. Somente os micro-ônibus operados por cooperativas passam pelas paradas.

A reportagem do Estado esteve no Terminal Santana por volta das 6h30. As poucas linhas que funcionavam no local eram do Consórcio Transcooper Fênix, operadas por micro-ônibus. O terminal e a estação do Metrô estavam vazias para o horário. A movimentação de passageiros era baixa.

As cinco empresas de ônibus que tiveram as garagens bloqueadas por motoristas, cobradores e funcionários de manutenção nesta quarta-feira, 21, detêm 62% da frota concessionada da capital paulista.

Dados do sindicato patronal das operadoras de ônibus de São Paulo (SPUrbanuss) mostram que, dos 8.350 veículos operados pelas concessionárias em março, 5.226 pertencem às empresas paralisadas, ou seja, Santa Brígida (832 coletivos), Gato Preto (439), Sambaíba (1.285), Via Sul (808) e VIP (1.862).

Essas empresas operam nas zonas oeste, norte, sul e central. Em março, por dia, elas transportaram juntas 3.338.663 passageiros em média, de um total de 5.469.794 usuários.

Nem todos os ônibus dessas empresas deixaram de circular. Por volta das 9h45, a reportagem do Estado viu um coletivo da Gato Preto com passageiros na Barra Funda, na zona oeste.

Segundo Valdevan Noventa, presidente do sindicato dos motoristas e cobradores, cerca 30% dos trabalhadores estão paralisados.

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