Caio do Valle/Estadão
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Motoristas e cobradores mantêm anúncio de paralisação dos ônibus de SP das 14h às 17h

Coletivos devem ser parados em terminais, onde haverá ações com carros de som e distribuição de panfletos

Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2017 | 08h16

SÃO PAULO – O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (Sindmotoristas) confirma a paralisação dos ônibus anunciada para a tarde desta terça-feira, 16, em protesto por reajuste nos salários. Mesmo com decisão judicial que pode implicar multas, os sindicalistas garantem que os coletivos municipais não irão circular das 14 horas às 17 horas. 

Os coletivos que estiverem em trajeto no horário serão estacionados nos terminais da capital, conforme a entidade. Também estão previstas ações com carros de som e distribuição de uma “carta aberta à população” nos pontos de ônibus — como já ocorreu em terminais como o Parque Dom Pedro II, no centro, o mais movimentado da cidade, no início do dia. Há possibilidade de bloqueio dos corredores com filas de veículos durante a manifestação desta tarde.

A São Paulo Transportes (SPTrans) divulgou que está tomando "tomando providências para impedir que a população seja prejudicada pela paralisação do sistema de ônibus anunciada para a tarde desta terça-feira, 16" e disse ter solicitado o apoio da Guarda-Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM).  Nos últimos dias, os motoristas e cobradores atrasaram a saída dos coletivos de garagens para a realização de assembleias que aprovaram a paralisação.

Negociação. O presidente do sindicato, Valdevan Noventa, foi convidado para nova reunião com a Secretaria de Mobilidade e Transportes do município a partir das 9 horas. A possibilidade de cancelamento da paralisação é mínima, no entanto, segundo o assessor da presidência, Romualdo Santos.

Reivindicações. Os trabalhadores pedem reajuste anual de 5% somados à correção da inflação, enquanto o Sindicato das empresas de transporte (SPUrbanuss) oferece apenas 3%, divididos em duas parcelas. A entidade patronal comunicou que está avaliando o cenário e mantendo negociação com os empregados.

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