FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Motoristas e cobradores de ônibus de SP decidem realizar greve na próxima segunda-feira

Assembleia para decisão da greve realizada nesta madrugada atrasou a saída de algumas linhas de ônibus, que voltaram a circular às 5h15

Isabela Moya, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2022 | 09h50

O Sindicato de Motoristas e Cobradores de ônibus da cidade de São Paulo (Sindmotoristas) aprovou, nesta quarta-feira, 1, a realização de uma greve na próxima segunda-feira, 6, caso as reivindicações da categorias não sejam atendidas. Segundo o sindicato, não houve evolução nas negociações salariais.

A aprovação da greve aconteceu em assembleia nas garagens às 4h, o que atrasou a saída de ônibus de 13 viações, segundo a SPTrans, que informou que às 5h15, os ônibus voltaram a circular e às 6h, a operação já estava normalizada e sem atrasos decorrentes da interrupção. A SPTrans disse ainda que as empresas responsáveis pelas linhas serão autuadas pelas viagens não realizadas no início da manhã.

A SPTrans obteve decisão liminar na Justiça do Trabalho, na noite desta terça-feira, 31, que determinou a manutenção de 80% da frota operando nos horários de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de assembleias nas garagens. Em nota, o Sindmotoristas afirmou, ainda na noite desta terça-feira, que a liminar não impediria a realização da assembleia, que aconteceria sem desrespeitar a decisão.

“Desde o início das negociações o setor patronal tem se mostrado irredutível e insensível às reivindicações do trabalhadores. Mas o sindicato está disposto para o embate", disse Valdevan Noventa, presidente do Sindmotoristas, na nota.

O Sindmotoristas pelo por um reajuste salarial de 12,36%, mais aumento real; fim da hora de almoço não remunerada; participação nos lucros (PLR); fim do desconto no vale refeição quando os trabalhadores entregam atestado médico; melhorias no plano de saúde; fim das nomenclaturas no setor de manutenção; garantia da data-base; reajustes no vale refeição; e garantia de todos os outros pontos da Convenção Coletiva.

 

A SPTrans afirma que acompanha as negociações trabalhistas entre os operadores de ônibus e as empresas concessionárias e espera que haja entendimento entre as partes e que a população de São Paulo não seja prejudicada.

Já o sindicato diz que sabe do transtorno que uma greve de ônibus causa na cidade, mas "conta com a compreensão e apoio da população aos condutores que lutam pela valorização dos seus direitos".

Linhas de ônibus afetadas nesta quarta-feira

Segundo a SPTrans, as empresas afetadas na manhã desta quarta-feira foram:

  • Santa Brígida (Zona Norte);
  • Gato Preto (Zona Norte);
  • Sambaíba (Zona Norte);
  • Express (Zona Leste);
  • Viação Metrópole (Zona Leste);
  • Via Sudeste (Zona Sudeste);
  • Campo Belo (Zona Sul);
  • Gatusa (Zona Sul);
  • KBPX (Zona Sul);
  • MobiBrasil (Zona Sul); 
  • Viação Metrópole (Zona Sul);
  • Transppass (Zona Oeste); e
  • Gato Preto (Zona Oeste).

A empresa reforça que todas as linhas já estão funcionando normalmente.

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