FELIPE RAU/ESTADÃO
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Motoristas de ônibus rejeitam reajuste e anunciam novo protesto

Na segunda-feira, 18, trabalhadores do setor de manutenção dos veículos cruzarão os braços a partir das 6 horas

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2015 | 20h50

Motoristas e cobradores de São Paulo rejeitaram nesta quinta-feira, 14, a segunda proposta da classe patronal para as reivindicações da categoria. Uma nova manifestação foi marcada para às 6 horas da próxima segunda-feira, 18, com a paralisação dos trabalhadores do setor de manutenção dos veículos, o que poderá afetar indiretamente os usuários.

Os empresários ofereceram reajuste salarial de 8,5% e aumento do vale-refeição de R$ 17,69 para R$ 18,50 e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 600 para R$ 900. 

Os valores estão aquém do considerado ideal pelo sindicato, que reclama reposição de 8% da inflação mais 7,5% de aumento real nos salários, além de vale-refeição de R$ 22 e PLR de R$ 2 mil. “Sabemos que não seremos atendidos em 100% do que estamos pedindo, mas queremos que os patrões melhorem a proposta”, afirmou o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Valdevan Noventa.


Em relação à nova paralisação - desta vez dos trabalhadores da manutenção, não de motoristas e cobradores -, o sindicalista afirma que a estratégia é uma forma de “inovar” e continuar chamando a atenção para a causa da categoria. “Eles ficarão de braços cruzados por, no mínimo, sete horas. No período, os ônibus que quebrarem no itinerário não terão ajuda.”

Noventa disse que essa foi a maneira encontrada para prejudicar menos a população. Na terça-feira passada, os trabalhadores realizaram uma paralisação de duas horas, afetando cerca de 675 mil passageiros, na estimativa da Prefeitura.

Uma nova assembleia está marcada para a próxima terça-feira, às 16 horas.

O Estado não conseguiu contato com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros (SPUrbanuss), que negocia com a categoria, até as 21 horas desta quinta-feira.

Metrô. O Sindicato dos Metroviários também cobra uma nova proposta de reajuste salarial e afirma que, após três reuniões com a Companhia do Metropolitano de São Paulo, não houve atendimento às reivindicações.

Os trabalhadores pedem aumento de 17%, além da reintegração dos demitidos na greve de 2014, enquanto a empresa oferece reajuste de 7,21%. A categoria realizava na noite desta quinta-feira, 14, uma assembleia e não descartava decretar greve. Procurado, o Metrô informou que mantém as negociações abertas.

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