Motoristas de ônibus fazem paralisação em Guarulhos

Segundo os manifestantes, 30% da frota da Empresa Municipal de Guarulhos estará nas ruas

Ricardo Valota, do estadao.com.br,

17 Dezembro 2008 | 05h59

Motoristas de ônibus da Empresa Municipal de Guarulhos paralisaram suas atividades à meia-noite desta quarta-feira, 17, em protesto ao não cumprimento do que foi acertado na convenção realizada pela diretoria do sindicato eleita. Os novos diretores estão impedidos de assumir por conta dos antigos, que não deixam o prédio, alegando irregularidades na eleição.   Segundo os manifestantes, 30% da frota da Empresa Municipal de Guarulhos estará nas ruas nesta quarta-feira. Os motoristas pedem o fim da obrigatoriedade de terem de dirigir os coletivos e também cobrar as tarifas; além disso, querem a saída de antigos líderes do sindicato, que, segundo os motoristas, estariam recebendo em mãos o valor da contribuição sindical que deveria ser depositada na conta do sindicato.   "Tem muito motorista aqui que dirige e cobra tarifa e recebe salário de um cobrador. Se a gente não pode dirigir e falar ao mesmo tempo, então não podemos também dirigir e cobrar a passagem. A diretoria da empresa não quer sentar para conversar com a diretoria do sindicato que foi eleita, deixando de lado o que foi acertado na convenção", disse Alexandre Almeida, um dos integrantes da comissão representativa dos motoristas.   Às 5h30 ainda ocorria uma assembléia em frente à garagem da empresa, na Rua Ulysses Guimarães, no bairro do Taboão, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Cumbica, com a participação de pelo menos 200 funcionários. Os trabalhadores fecharam a entrada da garagem para impedir a saída dos ônibus, cerca de 300. A Polícia Militar acompanha o movimento, que segue sem incidente até o momento.   A Empresa Municipal Guarulhos seria responsável por 40% de todo o serviço prestado na cidade, tanto por linhas municipais quanto intermunicipais. Os grevistas ameaçam parar o todo sistema da cidade, que contra com outras empresas, caso as reivindicações dos funcionários desta garagem não sejam atendidas. Por volta das 6h da manhã desta quarta, os manifestantes tentaram apedrejar alguns dos 15 coletivos que conseguiram deixar a garagem. Policiais militares tiveram de jogar uma bomba de efeito moral e usar gás pimenta contra os manifestantes para dispersar os grevistas. Ninguém ficou ferido.

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