FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Motoristas de ônibus de São Paulo prometem parar por 2h nesta terça

Paralisação é das 10h às 12h; motoristas querem reajuste de 9,9% e empresários oferecem 7,21%

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

11 Maio 2015 | 18h00

Atualizada às 21h26

SÃO PAULO - Os ônibus municipais de São Paulo devem parar de circular por duas horas no fim da manhã desta terça-feira, 12, entre 10 horas e meio-dia. O motivo é uma paralisação programada pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas), em campanha salarial. 

A São Paulo Transportes (SPTrans), empresa da Prefeitura responsável pelo sistema, não anunciou nesta segunda-feira, 11, nenhuma medida para atenuar a paralisação. 

A previsão dos sindicalistas é de que todos os 32 terminais sejam fechados, quando os coletivos também deixarão de circular. Por meio de nota, o presidente do sindicato, Valdevan Noventa, defendeu a paralisação, argumentando que “empresas de ônibus fecharam as portas para um acordo pela via do diálogo”. Para ele, o ato seria uma forma de pressão para assegurar as negociações.


O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SPUrbanuss) informou, também em nota, que “considera intempestiva a manifestação que a categoria de motoristas e cobradores pretende promover”. Para a entidade, os atos desta terça “podem ocasionar sérios transtornos à mobilidade dos paulistanos e, em especial, de passageiros de ônibus”.

As negociações começaram no mês passado. A data-base dos motoristas é maio. Os empresários oferecem reajuste de 7,21%, índice da inflação medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), enquanto funcionários pedem 9,9%, com aumento real.

Apelo. A SPTrans informou, em nota, que “espera que trabalhadores e empresários alcancem o entendimento” e “apela para que as conversas prossigam no sentido de que a operação do sistema não sofra descontinuidade”, mas sem divulgar nenhuma ação efetiva para evitar mais transtornos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.