José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Motorista que atropelou 15 pessoas em SP é condenado a 32 anos de prisão

Rhenan Bento da Silva fugiu do local do incidente,que resultou na morte de uma criança de três anos; defesa vai recorrer da decisão

Paulo Roberto Netto e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

19 Abril 2018 | 03h51

SÃO PAULO – O motorista Rhenan Bento da Silva, acusado de atropelar quinze pessoas que saíam de um culto religioso em 2014, foi condenado a 32 anos de prisão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e tráfico de drogas. A decisão foi proferida na madrugada desta quinta-feira, 19, pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

Ao Estado, a advogada de defesa, Jussara Thibes de Oliveira Dias, disse que Silva irá recorrer da decisão. "Tanto a defesa quanto o réu achamos que a decisão proferida pelos jurados foi totalmente contrária às provas dos autos, motivo pelo qual o réu vai recorrer. Ele nega ter agido com o dolo que a acusação pediu a condenação", declarou.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, Rhenan da Silva atropelou quinze pessoas que deixavam um culto religioso na Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo. Uma criança de três anos que estava entre as vítimas não sobreviveu aos ferimentos e morreu. Rhenan, diz a denúncia, tentou fugir do local de carro, mas não conseguiu e saiu a pé sem prestar socorros. O caso ocorreu em 2014. À época, foram encontradas maconha e cocaína no interior do veículo, o que levou à denúncia de tráfico de drogas.

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Segundo informações do processo, o motorista negou que trafegava em alta velocidade durante o acidente e alegou ter sido fechado por outro veículo, que o teria forçado a subir a calçada onde estavam as vítimas. Ele afirma que não prestou socorro por temer ser agredido e negou ser o proprietário das substâncias encontradas no carro.

O julgamento de Rhenan da Silva começou na manhã de quarta-feira, 18. Oito testemunhas foram ouvidas, além das arguições da defesa e da acusação. No fim da madrugada, o tribunal do júri, composto por sete homens, decidiu pela condenação do motorista, que cumprirá 32 anos de prisão em regime fechado, sem direito a recorrer da decisão em liberdade.

A namorada de Rhanan também foi julgada no mesmo processo e foi absolvida pelo júri da acusação de tráfico de drogas, a única que respondeu no caso. Ela estava no veículo no momento do acidente.

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