Motorista que atropelou mãe e filha na Lapa disse que cochilou

Menina de 8 anos já teve alta, mas a mãe, de 37, permanece internada em estado grave; bafômetro não detectou álcool

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 18h39

SÃO PAULO - O motorista que atropelou duas pessoas na Rua Clélia, na Lapa, zona oeste de São Paulo, no último domingo, disse à polícia que perdeu o controle do carro porque cochilou ao volante. O cabeleireiro Ivo Carlos de Jesus Moreira, de 38 anos, que conduzia um Hyundai ix35, estava com a carteira de habilitação vencida desde o dia 30 de março de 2010.

O acidente aconteceu por volta das 9h. Mãe e filha estavam passeando pela calçada em frente a um supermercado, quando o veículo capotou e atingiu as duas. Na colisão, a enfermeira Cristiane de Abreu, de 37 anos, teria sido arremessada por alguns metros. Sua filha, de 8 anos, sofreu apenas ferimentos leves. O motorista teria dormido e perdido a direção em frente ao Sesc Pompeia.

As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas ao Hospital das Clínicas. A criança recebeu alta na manhã desta segunda-feira, 18. Já a mãe, que teve traumatismo craniano e lesão torácica, permanece internada em estado grave. O caso foi registrado como lesão corporal culposa (quando não há intenção) na condução de veículo automotor.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, o motorista foi submetido ao teste de bafômetro, que constatou que ele não ingeriu álcool antes de dirigir. Ele também foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para realizar exames complementares.

O veículo foi apreendido administrativamente para a realização de perícia. Como Moreira não foi indiciado, a Polícia Civil aguarda o laudo médico e a representação da vítima para dar prosseguimento às investigações. A pena prevista para lesão corporal culposa é de seis meses a dois anos, mas pode ser aumentada em casos de condutor com habilitação vencida.

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