Motorista que arrastou jovem em SP pode ir a Júri Popular

Preso por lesão corporal, Admilson de Oliveira passa a responder por tentativa de homicídio, que inanfiançável

Cláudio Dias, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2008 | 16h18

O pintor de carros Admilson Alves de Oliveira, de 26 anos, acusado de atropelar e arrastar a estudante universitária Flaviana Barbosa, de 27 anos, por 900 metros na sexta-feira passada, teve agravada a sua punição. A garota permanece em coma induzido. Preso em flagrante por lesão corporal culposa, ele passa a responder agora por crime de tentativa de homicídio, conforme entendimento do juiz José Mauricio Garcia Filho, de Araraquara, que encaminhou o caso da 3ª Vara Criminal ao Tribunal do Júri.   Veja também: Pais de motorista teme reação de parentes de jovem arrastada Justiça nega liberdade a motorista que arrastou jovem Família de jovem arrastada não perdoa motorista   Para o juiz, "é evidente que Admilson não teve a intenção de matar Flaviana", mas, segundo sua decisão, ao arrancar com o carro e fugir da cena sem ver o que travava o carro, se era a garota ou uma peça da moto, ele assumiu o risco de causar a morte. Com a medida, Oliveira teve suspenso o valor da fiança e só pode ser solto com um habeas corpus. "O advogado disse que vai tentar entrar com outro pedido e tirar ele porque agora conseguimos o dinheiro e não valeu de nada", diz a mãe do motorista, a dona de casa Aparecida Fátima de Oliveira.

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