Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Motorista preferiu bater a atropelar pessoas no canteiro

Mas colisão de carreta atrás provocou sua morte; na noite de ontem, outras 2 pessoas seguiam internadas em Cubatão, em estado grave

Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2011 | 00h00

A única morte registrada no engavetamento de ontem na Rodovia dos Imigrantes foi a de um caminhoneiro que bateu atrás de uma carreta. Ele não havia sido identificado até as 23 horas, mas sua ação rápida evitou mais vítimas, segundo as testemunhas. O atendimento aos feridos ainda foi prejudicado pelas condições climáticas. A neblina dificultou até a chegada de ambulâncias, o uso do helicóptero Águia da PM e o envio de feridos para os hospitais.

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Segundo pessoas envolvidas no acidente, o motorista de um caminhão-tanque dirigia na faixa da direita quando, ao chegar à altura do km 41, notou a confusão na pista e as dezenas de pessoas que já se aglomeravam no canteiro central. "O caminhoneiro tinha a opção de jogar o veículo para o acostamento. Mas o local estava tão repleto de gente que ele preferiu bater em outro veículo para não provocar atropelamentos", disse o tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros.

Preso nas ferragens, ele não conseguiu sair. Uma batida na traseira da carreta levou à explosão dos veículos. Outros caminhoneiros relataram o desespero do motorista nessa hora, mas não havia como socorrê-lo.

O médico Luís Augusto Saliba, de 30 anos, lembra os momentos de pânico. "Imagina você a 80 km/h em plena Imigrantes, com os carros parando na sua frente por causa da neblina. A pista estava carregada. Tanto que joguei para o lado e quase bati em outros carros. Ouvi e vi quem vinha atrás batendo ou deslizando pelo gramado."

Ainda segundo os envolvidos, o fato de os veículos estarem em velocidade reduzida fez com que o número de vítimas fosse baixo. No acostamento após a série de batidas, outro caminhoneiro e o filho, chorando, sem se identificar, relataram que só houve tempo de sair do veículo, antes de uma batida por trás e de mais uma explosão.

Resgate. Para o resgate das vítimas foram mobilizados 43 homens e 17 viaturas do Corpo de Bombeiros, além de 60 carros da Ecovias, 60 da PM e 38 equipes da Polícia Rodoviária.

As prefeituras de Santos, Cubatão, São Vicente e São Bernardo do Campo também enviaram equipes.

A rede de saúde de Cubatão foi a que recebeu mais feridos: 15. Dois estavam em estado grave no pronto-socorro da cidade: Alex Ferreira de Souza, de 29 anos, e Ernani Parreira, de 48 anos. /COLABOROU FELIPE FRAZÃO

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