Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Motorista invade ponto de ônibus e mata idosa na zona oeste de SP

Outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região, uma delas em estado grave; condutor foi preso 

Marco Antônio Carvalho e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2014 | 12h06

Atualizado às 21h17
SÃO PAULO - Um motorista perdeu o controle do seu veículo e invadiu um ponto de ônibus na manhã desta segunda-feira, 15, na zona oeste de São Paulo. Uma idosa que estava no local foi atingida e e morreu pouco depois de receber os primeiros atendimentos. Outras cinco pessoas que estavam no ponto ficaram feridas e foram levadas para o hospital. Uma mulher de 47 anos teve a perna amputada.

O caso foi registrado às 5h40 desta segunda-feira, de acordo com informações da Polícia Militar. O condutor Eliseu Moura Coelho, de 36 anos, estava em um carro modelo Polo de cor preta que invadiu a calçada, onde estava um ponto de ônibus. O carro destruiu a estrutura e parou após atingir a parede de uma residência próxima. Coelho admitiu ao policiais ter consumido maconha, crack, cocaína e uísque antes de pegar o carro.

Pessoas ficaram sob o veículo e tiveram de ser retiradas por populares. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para deslocar as vítimas para hospitais próximos. A ocorrência foi registrada no 75º Distrito Policial (Jardim Arpoador).
Drogas. A irmã do atropelador Eliseu Moura Coelho, de 36 anos, disse que ele estava sob efeito de medicamentos, drogas e bebidas quando pegou a chave do carro na noite de ontem. "Eu escondi a chave para ele não usar. Mas ele entrou na casa agressivo e vimos que estava drogado. Revirou a casa atrás da chave, saiu e disse que ia tomar os medicamentos que o médico do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) indicou, comprar cigarro e ir dormir", afirmou Maria, de 37 anos.
Segundo ela, o irmão é usuário de crack desde os 13 anos. Ele estava "limpo" há 10 anos quando, há cerca de um ano e meio, teve uma recaída. Maria diz que ele procurou ajuda em um Cratod, onde ficou internado por 30 dias e depois foi mandado para casa com a condição que tomasse os medicamentos indicados.
"Como o Cratod libera num caso desses? Tinha que internar por um ano. Mas nós não o defendemos. Nós lamentamos pelas famílias que foram atingidas pelo atropelamento e queremos que ele pague pelo que fez", disse ela. Eliseu mora em um quarto nos fundos da casa da família, composta por cinco irmãs e ele, além dos pais. Ele seria transferido ao 94° DP (Moema) e, depois, a um Centro de Detenção Provisória (CDP).

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