Reprodução
Reprodução

Motorista invade calçada, atropela e mata mãe e filha em frente a shopping em SP

Acusado dirigia em alta velocidade e será indiciado por homicídio doloso

Fábio Mazzitelli, de O Estado de S.Paulo,

19 de setembro de 2011 | 01h15

SÃO PAULO - Marcos Alexandre Martins, de 33 anos, foi preso em flagrante na noite de sábado, dia 17, depois de atropelar e matar duas pedestres - mãe e filha - na calçada em frente ao Shopping Villa-Lobos, em Alto de Pinheiros, zona oeste da capital.

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que Martins será indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).  O delegado plantonista considerou haver provas suficientes para indicar que o motorista teve a intenção de provocar o acidente, já que assumiu o risco ao ingerir bebida alcoólica e dirigir em alta velocidade. Ele está detido na carceragem do 91º Distrito Policial (Ceagesp), e durante a tarde deve ser transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém.

 

Martins dirigia um Golf preto em alta velocidade pela pista local da Marginal do Pinheiros quando atropelou a dona de casa Miriam Afif José Baltresca, de 55 anos, e advogada Bruna Baltresca, de 28 anos, na altura do número 4.777 da Avenida Nações Unidas. Mãe e filha caminhavam na calçada da pista local da Marginal após saírem do shopping, por volta das 22h.

 

As duas tinham estacionado o carro em rua vizinha ao centro de compras e pegariam o veículo para voltar para casa. O impacto do atropelamento foi tão forte que Martins ficou preso nas ferragens de seu Golf, destruído na colisão. Miriam e Bruna Baltresca foram jogadas contra o muro do shopping - uma delas morreu na hora e a outra, a caminho da Santa Casa.

 

Segundo familiares das vítimas que acompanharam o atendimento da ocorrência, o velocímetro do Golf parou a 100 quilômetros por hora. De acordo com policiais militares que estiveram no local, Marcos Alexandre Martins apresentava sinais de embriaguez - ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

  

"Foi uma barbaridade. Minha mãe e minha irmã, que era uma advogada brilhante, tiveram a vida interrompida de forma brutal, enquanto caminhavam na calçada, por um motorista que dirigia em alta velocidade", diz Rafael Baltresca.

 

Filho de Miriam e irmão de Bruna, Rafael morava com as duas - o pai é falecido - e clama por Justiça. "Este motorista escolheu correr, beber e matou minha família inteira. Agora também vai ter de assumir a responsabilidade do que fez."

 

O atropelamento das duas pedestres ocorreu às vésperas da abertura da semana de fiscalização do Programa de Proteção ao Pedestre promovido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo.

 

Os corpos de Miriam e Bruna Baltresca foram enterrrados no Cemitério do Araçá, na zona oeste, na manhã desta segunda-feira./ COLABOROU SOLANGE SPIGLIATTI

 

Atualizada às 13h

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.