Motorista ignora 1º dia de Zona Azul em Moema

E a CET admite que seus fiscais costumam ser tolerantes com os infratores nos primeiros dias de mudanças

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2010 | 00h00

No primeiro dia de funcionamento da Zona Azul em Moema, na zona sul, muitos motoristas descumpriram as novas determinações de estacionamento. Desde ontem, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) cortou 3.850 vagas gratuitas e criou outras 1.072 no sistema rotativo.

Na recém alterada Avenida Moema, dois carros pararam embaixo da placa de proibido estacionar. Em um dos veículos estava o autônomo Paulo Oliveira, de 36 anos. Ele disse que só percebeu que havia estacionado em local proibido depois de abordado pela reportagem. "Vi as faixas, mas não fui informado das mudanças", justificou. Oliveira não foi multado.

A CET informou que os fiscais agem "com um nível maior de tolerância" nos primeiros dias. O motorista só é multado se insistir na infração ou parar o veículo em local que coloque em risco a segurança do trânsito, prejudique os moradores ou atrapalhe a fluidez.

Nos estacionamentos da região, a procura por vaga de mensalista cresceu. Com capacidade para 110 veículos, um estacionamento particular na Avenida Jandira estava praticamente lotado às 12h. Outro estacionamento na Alameda dos Jurupis também estava sem vagas durante a manhã de ontem.

Para o ex-secretário municipal de Transporte Getúlio Hanashiro, a instalação de Zona Azul é eficaz para "democratizar o espaço público". "Em locais, onde se tem condições de permitir estacionamentos é mais adequado estabelecer sistema de rodízio", afirmou ele, que também trabalhou na CET. "Com a proibição do estacionamento, a via pública ganha em fluidez."

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