Motorista embriagado é condenado a prisão no interior de SP

Ele atropelou e matou um homem no acostamento da Rodovia Castelo Branco, na região de Itu, em 2005

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2008 | 17h42

O motorista Aguinaldo Rogério Saroba, de 51 anos, foi condenado a 6 anos de prisão em regime semi-aberto pelo Tribunal do Júri de Itu, na região de Sorocaba, por ter atropelado e matado um pedestre no acostamento da Rodovia Castelo Branco. O acidente aconteceu em 8 de janeiro de 2005. De acordo com o processo, o motorista estava bêbado e dirigia um caminhão em ziguezague no sentido capital quando causou o atropelamento. A vítima, José Carlos Galdino, de 44 anos, morreu na hora. O caminhoneiro não parou para prestar socorro. Um advogado que seguia de carro e presenciou o atropelamento avisou a polícia. Na sentença, dada na terça-feira, 5, seis dos sete jurados acolheram a tese do Ministério Público Estadual de que, ao dirigir embriagado, o motorista assumiu o risco de causar a morte. Com isso, condenaram Saroba por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar. Um jurado votou pela absolvição do réu. De acordo com o promotor Luiz Carlos Ormeleze, o motorista que se embriaga tem plena consciência de que pode provocar um acidente. "A sociedade não aceita mais que motoristas bêbados e imprudentes saiam por aí atropelando pessoas, e depois deixem de ser punidos." Segundo ele, a chamada Lei Seca, que agravou a punição a pessoas embriagadas ao volante, é um sinal dessa mudança na visão da sociedade. O juiz Hélio Furukawa, que estabeleceu a pena, levou em conta o fato de o réu ser primário e concedeu a Saroba o benefício de esperar o julgamento de eventual recurso em liberdade. O advogado do caminhoneiro considerou a pena muito rigorosa e vai entrar com recurso.

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