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Motorista embriagado atropela e mata personal trainer em SP

Garçom sem habilitação perdeu a direção do carro quando dava marcha à ré perto de casa noturna na zona oeste da capital; PM evitou que ele fosse linchado

Marco Antonio Carvalho, O Estado de S. Paulo

26 Abril 2015 | 20h59

SÃO PAULO - O personal trainer Cristiano Stridelli Ferreira, de 41 anos, morreu atropelado no início da tarde deste domingo, 26, na zona oeste de São Paulo. Ferreira foi atingido por um carro desgovernado após sair de uma festa na casa noturna D-Edge, na Barra Funda. O motorista estava embriagado e foi preso em flagrante. Uma segunda pessoa ficou levemente ferida.

Ferreira estava sentando em um banco na Avenida Auro Soares Moura de Andrade, na Barra Funda, após deixar a festa, quando foi atingido pelo veículo, que trafegava em marcha à ré. Segundo a polícia, quem dirigia o veículo era o garçom Yuri Jardim Novaes Medeiros da Silva, de 28 anos. Ele não tem carteira de habilitação, estava embriagado e ainda foi flagrado com dois pinos de cocaína.

Silva responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor, por não possuir o documento obrigatório de habilitação e pelo porte da droga. Segundo a polícia, o homem também tentou fugir do local, mas foi detido por testemunhas. A Polícia Militar foi acionada e evitou que o suspeito fosse linchado.

O caso foi registrado no 91.º Distrito Policial, no Ceagesp. Em depoimento, uma testemunha, que conseguiu se levantar do banco antes de ser atingida, relatou que o carro apareceu na contramão, em marcha à ré e "zinguezagueando". Ao tentar estacionar, o motorista teria perdido o controle, avançado sobre a guia e atingido o personal trainer.

O carro, que foi apreendido, pertence ao empresário Alexandre Pedroso Veronesi, de 36 anos, que esteve na delegacia na noite de domingo para prestar esclarecimentos. Veronesi deverá responder por ter entregue o veículo a uma pessoa não habilitada. 

Ao Estado, Veronesi disse não ter visto o acidente. "Só ouvi de longe o barulho", afirmou enquanto aguardava liberação no DP. O empresário disse que conhece Yuri Silva há cerca de um ano e tinha entregue a chave do carro porque o garçom queria fazer uma manobra para deixar o veículo mais perto do bar. "Olha, eu me omiti. Eu poderia ter impedido, tá? Eu deveria, mas acabei não fazendo. Era só uma manobra de 10 metros", lamentou. 

O garçom ficará preso na delegacia e deverá ser apresentado em audiência de custódia à Justiça nesta segunda-feira, 27, que decidirá pela necessidade ou não da manutenção da sua prisão.

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