Motorista de carro-forte foge com R$ 420 mil

Motorista de um carro-forte da empresa Blue Angels, Charles Batista dos Santos, de 42 anos, furtou um malote com R$ 420 mil em reais, euros, dólares e pesos argentinos. Ele arrancou pela Avenida Rio Branco, no centro de São Paulo, com o veículo que dirigia, deixando para trás os três colegas de equipe que recolhiam dinheiro em um supermercado. Santos permanecia foragido até as 20 horas de ontem.

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2012 | 03h04

A ação do motorista surpreendeu os colegas da empresa. Santos trabalhava na Blue Angels havia quatro anos e havia sido promovido recentemente. Ele e sua equipe saíram para fazer o recolhimento de dinheiro em empresas para levá-lo a uma das bases a fim de guardá-lo. Santos esperou os colegas entrarem no mercado para sair com o carro-forte. Ele dirigiu por duas quadras e entrou na Rua Vitória, onde estacionou o veículo.

Ali, ele apanhou 60% da carga do blindado - que estava em um único malote. Ao todo, havia R$ 395 mil e o equivalente a R$ 25 mil em dólares, euros e pesos. Santos saiu do carro com o malote e entrou em um Celta pela porta do passageiro. Em seguida, o carro que o aguardava arrancou - tudo foi gravado por uma câmera de vídeo, e as imagens estão em poder dos investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Quando saíram do mercado, os colegas de Santos não encontraram o carro-forte e telefonaram para a Polícia Militar, que encontrou o veículo ali perto. A polícia chegou a cogitar que o motorista teria agido dessa forma sob ameaça de sequestro de algum parente e, por isso, convocou ao Deic a mulher de Santos. Ela foi ao departamento com os quatro filhos do casal. "Ela ficou estarrecida quando soube o que o marido havia feito", afirmou o delegado Celso Marchiori, titular da Delegacia de Roubo a Banco, do Deic.

Os homens do Deic ouviram ainda o depoimento dos três vigias da equipe de Santos. A polícia decidiu acusar o motorista por furto qualificado, porque ele abusou da confiança da empresa. A pena prevista é de 3 a 8 anos de prisão. / MARCELO GODOY e W.C.

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