Motorista bate Porsche a 150 km/h e mata 1

Socorrido, engenheiro de 36 anos deve ser preso após alta. Ele disse ter bebido 2 taças de vinho, mas se recusou a fazer teste de teor alcoólico

Aline Nunes, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2011 | 00h00

Uma pessoa morreu em um acidente envolvendo um Porsche a 150 km/h e um Tucson, ontem de madrugada, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo. O motorista do Porsche, um engenheiro de 36 anos, se recusou a fazer o teste de nível alcoólico. Ele está internado em um hospital da capital e foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Eram 3h, e a advogada baiana Carolina Menezes Santos, de 28, trafegava com seu Tucson na Rua Bandeira Paulista, sentido Nove de Julho. Na Rua Tabapuã, o semáforo estava vermelho, mas Carolina avançou. Nesse momento, seu veículo foi atingido pelo Porsche dirigido pelo engenheiro Marcelo Malvio Alves de Lima. O limite da via é de 60 km/h. O Tucson de Carolina foi arremessado por 25 metros e ficou prensado em um poste.

A advogada ficou presa nas ferragens, não resistiu e morreu no local. Segundo uma testemunha, Alves de Lima saiu do carro e, cambaleante, repetia: "Só tomei duas taças de vinho". O engenheiro disse ainda: "Destruíram o meu carro, destruíram". Segundo a polícia, ele se recusou a fazer exame de sangue para verificar se estava embriagado. Apesar de ter anunciado que faria várias blitze da lei seca neste fim de semana, a PM não informou ontem se houve bloqueios com bafômetros na região do acidente.

Com suspeita de hemorragia interna, Alves de Lima foi levado a um hospital particular. A previsão é de que ele receba alta hoje. Segundo o delegado Paul Henry Bozon Verduraz, titular do 15.º DP (Itaim-Bibi), o engenheiro deve ser preso assim que deixar o hospital. Só na madrugada de sábado, quatro advogados de Alves de Lima foram à delegacia. Um dos proprietários da Administradora de Carteiras de Valores Mobiliários ALP, ele também é parceiro da incorporadora Alves de Lima & Paryzer. Seu carro custa, em média, R$ 500 mil.

Carolina morava em São Paulo, com a irmã, havia seis meses. Recentemente, estava trabalhando em um escritório de advocacia. "Só aguardo justiça", disse o pai da vítima, Eduardo Cintra Santos, que veio com a mulher da Bahia após saber do acidente.

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