Motorista atropela garota de programa e tenta fugir em SP

Mulher foi atingida na cabeça por uma placa; motorista admitiu ter bebido, mas se negou a fazer bafômetro

Daniela do Canto, do Jornal da Tarde e Ricardo Valota, do estadao.com.br,

07 de outubro de 2008 | 04h26

Um motorista aparentemente embriagado atropelou uma garota de programa de 27 anos por volta das 0h30 desta terça-feira, 7, região da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Rudemar Cardoso dirigia uma Mercedes Benz C350 preta quando perdeu o controle do carro e invadiu o canteiro central da Rua Dr. Moisés Kahan, junto à Praça Pascoal Martins. A garota foi atingida na cabeça por uma placa de sinalização fixada no canteiro. Ela foi levada ao Pronto-Socorro Cachoeira, onde foi examinada e liberada em seguida. O motorista da Mercedes não desceu do carro e tentou ir embora do local, mas foi detido pelo taxista Ítalo Alexandro, de 37 anos, que trabalha em um ponto na praça.   "Eu estava no ponto aguardando um chamado quando escutei o barulho e ouvi o grito da mulher. Ele (Cardoso) deu ré no carro para ir embora, mas eu entrei na frente, acionei a polícia e o resgate e fiquei lá para segurar ele até que a polícia chegasse", contou o taxista, que está na profissão há dois anos. No momento em que foi colocado dentro da viatura da Polícia Militar (PM), Cardoso admitiu que havia bebido antes do acidente. "Parei para tomar um chopinho com os amigos", contou. Ele afirmou ainda que não percebeu que tinha atropelado a jovem.   O motorista da Mercedes foi levado pela PM ao 23º Distrito Policial (Perdizes), onde se recusou a fazer o teste do bafômetro. No local, ele discutiu com os policiais porque não queria ser levado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame clínico enquanto a imprensa estivesse presente na porta da delegacia, mas acabou cedendo.   A garota de programa disse que, no momento do acidente, acreditou que o motorista iria parar o carro para abordá-la. "Eu achei que ele fosse parar para falar comigo", disse. Ela ficou com um hematoma no nariz provocado pela placa, que bateu no seu rosto. "Na hora eu caí no chão e fiquei bem atordoada. Só ouvia umas vozes de fundo. Mas lá no hospital fizeram raio-X e não tive nenhuma fratura. Pretendo voltar para o trabalho hoje (ontem) mesmo", contou ela, enquanto estava na delegacia.   Se for constatado índice de álcool acima do permitido, o motorista poderá ser indiciado por embriaguez ao volante, transformando em dolosa a lesão corporal, com risco de suspensão ou até perda da carteira de habilitação suspensa.   Texto alterado às 9h09 para acréscimo de informações.

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