Motorista agride policial após ser pego embriagado em SP

Policial teve uma pequena fratura na mão e luxação no pulso; agressor foi liberado após prestar depoimento

24 de junho de 2008 | 05h23

Um corretor de imóveis foi detido na noite de segunda-feira, 23, após agredir um policial na zona sul de São Paulo. A polícia afirma que ele estava embriagado, segundo a Rádio Jovem Pan. O homem de 32 anos foi encaminhado até um distrito policial e liberado pela delegada. O laudo do exame clínico de dosagem alcoólica feito no Instituto Medido Legal deve ficar pronto somente em 30 dias.  Por volta das 21 horas, André Luís Haddad de Assis, em seu Cherokee branco, foi parado por policiais na Avenida Santo Amaro, no sentido bairro. De acordo com os policiais, o motorista invadiu a faixa exclusiva de ônibus e parou sobre a travessia de pedestres, e por isso foi abordado. Ainda segundo os PMs, André teria ignorado os apelos, colocado o corpo para fora do carro, dito alguns palavrões e partido em alta velocidade. Perseguido, ele foi alcançado na Rua Iraúna. Ele teria descido do carro, e agredido o soldado Reginaldo Taiacoli, de 38 anos, que, ao tentar se desvencilhar, teve os dedos da mão entortados.  O policial precisou ser levado ao Hospital Santa Marina, onde foi constatado uma pequena fratura no dedo mínimo e luxação no pulso. Outros policiais ajudaram a conter o motorista, que foi algemado e levado para a delegacia do Brooklin. André foi submetido ao bafômetro, que acusou 0,89 miligramas de álcool por litro de ar expelido. De acordo com a nova legislação, vigente desde a quinta-feira passada, a partir de 0,30 miligramas o motorista pode ser responsabilizado criminalmente e pegar de 6 meses a três anos de detenção. Em depoimento à delegada Maria Cristina Lopes, André negou que tivesse bebido e disse que não parou porque o som do carro estava muito alto. A delegada solicitou ao exames de corpo de delito, clínico de embriaguez e de dosagem alcoólica ao IML, mas o corretor recusou-se a fazer este último. Apesar do resultado do bafômetro, a delegada entendeu que não havia sinais evidentes de embriaguez, apenas alteração emocional do motorista. Maria Cristina lavrou termo circunstanciado de lesão corporal, desobediência, desacato, resistência e averiguação de embriaguez ao volante, liberando o motorista. André foi multado por falta de cinto de segurança, avançar o sinal vermelho, dirigir sob influência de bebida alcoólica e falta de documentação de veículo.

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