Motoqueiro percebe sequestro, mata 2 bandidos e desaparece

Motorista e um bebê de 3 meses tinham sido rendidos pelos assaltantes quando homem passava pela rua

JOSÉ GABRIEL NAVARRO, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2012 | 03h06

Um motoqueiro matou dois de três assaltantes que tentavam sequestrar uma mulher no bairro do Campo Grande, na zona sul da capital paulista. O crime foi no cruzamento das Avenidas Washington Luís e Nossa Senhora do Sabará, por volta das 21h de anteontem.

Testemunhas ligaram para o 190, mas, quando os policiais militares chegaram, o motoqueiro (cuja identidade, sexo e idade são desconhecidos) já tinha conseguido fugir. Os PMs encontraram a vítima da tentativa de assalto, de 30 anos, chorando com um bebê de 3 meses no colo, a poucos metros do carro dela, um Honda CRV branco.

A mulher estava estacionando o veículo quando foi abordada pelo trio. Perto do carro estava o corpo de Matheus Batista Nery, de 20 anos, e dentro do veículo, o do adolescente, que tinha ao seu lado uma arma falsa usada na tentativa de assalto.

Um dos disparos do motoqueiro atingiu o para-brisa do carro, mas nem a motorista nem o bebê foram feridos.

O terceiro assaltante é o ajudante Carlos Henrique Cardoso dos Santos, de 21 anos, que escapou dos tiros do motociclista e tentou fugir a pé. Ele foi encontrado e detido em uma rua sem saída perto do local do crime, por policiais militares da 4.ª Companhia do 1.º Batalhão. A PM foi chamada por testemunhas que ouviram os tiros.

Motoqueiro. O motociclista, foragido, estaria vestindo jaqueta preta e capacete vermelho, segundo testemunhas. Fora isso, não há mais detalhes sobre sua identidade.

Não há câmeras de trânsito no cruzamento das Avenidas Washington Luís e Nossa Senhora do Sabará, o que dificulta a obtenção de informações como o modelo da motocicleta usada e a direção para a qual fugiu o motoqueiro.

O caso foi registrado no 11.º DP, em Santo Amaro. As investigações sobre o caso e as buscas de informações sobre a identidade do motociclista estão sendo conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.

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