Motoqueiro lidera ranking de mortes na Marginal do Tietê

Balanço da CET mostra que 46% das vítimas de acidente na via mais perigosa de SP foram motociclistas em 2012

O Estado de S.Paulo

21 Março 2013 | 02h03

Motoqueiros que morreram na Marginal do Tietê no ano passado contabilizaram cerca de um terço das vítimas de acidentes de trânsito na capital paulista. Assim, mesmo com medidas de segurança adotadas pela Prefeitura nos últimos dois anos, a via continua sendo o ponto mais fatal da cidade nesse quesito.

Foram 29 motociclistas mortos, ou 46% das 49 pessoas que perderam a vida na via em 2012. O porcentual de mortos sobre duas rodas, em relação ao total de vítimas, é maior do que a média no restante da cidade. Conforme balanço divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 1.231 pessoas morreram em acidentes de trânsito na cidade no ano passado, e 35% delas (428 casos) eram motociclistas.

Historicamente, a Marginal do Tietê é a via onde mais ocorrem acidentes fatais na capital - é o endereço mais movimentado de São Paulo e onde os limites de velocidade são maiores. A via lidera em todos os quesitos: acidentes de motos, de carro, de bicicleta e de atropelamentos.

Para reduzir as ocorrências com motos, desde 2010, a Prefeitura tomou algumas medidas - como a proibição do uso da pista expressa pelos motociclistas e a utilização de radares-pistola (específicos para flagrar motos) no alto das pontes da Marginal.

"A motocicleta é um veículo muito complexo de 'bloquear a entrada' em uma via específica, não adianta proibir a circulação em pista expressa. No caso da Marginal do Tietê, a fiscalização eletrônica deve ser mais intensa", defende o professor de Engenharia de Tráfego da Fundação Educacional Inaciana (FEI) Creso de Franco Peixoto.

Na Marginal, no ano passado, também foram registradas 15 mortes por atropelamento.

Outras vias. O ranking de vias mais perigosas da cidade de São Paulo no ano passado mostra que as grandes avenidas da periferia da cidade - zonas populosas e onde a presença dos marronzinhos é mais rara - continuam sendo os locais mais perigosos do trânsito paulistano.

Em segundo lugar aparece a Marginal do Pinheiros, com 24 mortes. A Estrada do M'Boi Mirim e a Avenida Senador Teotônio Vilela, ambas na zona sul, ocupam o 3.º e 4.º lugares na lista. As duas tiveram um aumento de 11% e 12,5%, respectivamente, em relação às mortes registradas em 2011.

Já vias da zona leste, como a Avenida Ragueb Chohfi, tiveram uma significativa diminuição do número de acidentes com mortes. A Avenida São Miguel, que registrou 16 mortes em 2011, passou para nove casos no ano passado, queda de 56%. Na Avenida Jacu-Pêssego, o número de vítimas envolvidas em colisão caiu de 25 para 16. / BARBARA FERREIRA SANTOS, BRUNO RIBEIRO e CAIO DO VALLE

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