NELSON ANTOINE/FRAME
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Motociclistas param importantes vias da cidade em protesto contra Prefeitura

Dirigindo em baixa velocidade, cerca de 8 mil manifestantes pediam por mais segurança e se manifestavam contra medidas da Prefeitura

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 17h45

Atualizada às 20h10

SÃO PAULO - Um protesto que reuniu cerca de 8 mil motoboys, segundo os organizadores, interditou na tarde desta quarta-feira, 26, o Viaduto do Chá nos dois sentidos, em frente à sede da Prefeitura de São Paulo. Eles pediam por mais segurança no trânsito e se manifestavam contra medidas da Prefeitura de São Paulo. A Polícia Militar não fez estimativa de público.

Organizado pelo Sindimoto-SP, o protesto foi iniciado por volta das 15 horas em frente à sede da entidade, no Brooklin, zona sul, e seguiu até o centro da cidade, passando pela sede da Prefeitura e pela Câmara Municipal. O ato interditou vias importantes da cidade por alguns minutos, como a Avenida 23 de Maio, a Rua Boa Vista e o Viaduto do Chá, e foi encerrado por volta das 18h40 em frente à Câmara, onde motoboys foram recebidos por alguns vereadores.

De acordo com Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP, a categoria está sendo prejudicada por medidas da gestão Fernando Haddad, como o estreitamento das faixas de veículos para a construção de ciclovias, a "redução brusca" de velocidade nas vias da cidade e a desativação das duas motofaixas existentes na cidade até o ano passado.

"Faz exatamente um ano que as motofaixas foram desativadas e que a Prefeitura criou um grupo de trabalho para discutir medidas para melhorar a situação dos trabalhadores de motofretes, mas é muita reunião e nenhum avanço", reclama Santos. "Somos a favor da redução de velocidade, mas tem que ser algo feito aos poucos, não de forma radical, com objetivo de arrecadar mais com multas."

A Secretaria Municipal dos Transportes afirma que, desde a criação do grupo de trabalho, ocorreram 18 reuniões, com a definição de medidas como a criação de 319 espaços para motos nos cruzamentos, a instalação de 88 bolsões de estacionamento e a reforma de 32 desses espaços.

A pasta disse ainda que está em "permanente diálogo com a categoria com o objetivo de garantir a segurança dos profissionais".

Às 17h30, a cidade registrava 92 quilômetros de congestionamento, índice considerado dentro da média pela CET-SP. Nesse horário, o trânsito costuma ficar entre 72 e 116 quilômetros. / COLABOROU RAFAEL ITALIANI

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