Motoboys protestam e multa é adiada de novo

Governo promete anunciar cronograma para que motociclistas se adaptem às novas regras; ontem, eles chegaram a bloquear uma parte da Paulista

CAIO DO VALLE E NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2013 | 02h06

Depois de mais um protesto de motoboys na tarde de ontem, o governo do Estado adiou novamente o início da fiscalização da lei que prevê uma série de medidas de segurança para a profissão - e ainda não deu novo prazo para que os motoboys irregulares passem a ser multados. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) promete só para a semana que vem o anúncio de um cronograma para que os motoboys se adequem às novas regras.

Em reunião no início da noite de ontem, no Palácio dos Bandeirantes, zona sul da capital, com a participação do secretário estadual de Planejamento, Júlio Semeghini, e do coordenador do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), Daniel Annenberg, ficou acertado que o governo criará um calendário para que os motofretistas do Estado se adaptem às normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigência desde o dia 2.

Ou seja, há quase três semanas já é possível multar os motoboys que não tiverem feito curso obrigatório de 30 horas e instalado equipamentos de segurança na moto. Só que o governo paulista entendeu que o prazo para adaptação da categoria não foi suficiente e, por isso, decidiu postergar o começo da aplicação de multas. Por enquanto, 30 mil motociclistas de todo o Estado fizeram o curso, o que corresponde a só 6% do universo de 500 mil.

Para Semeghini, ao tomar essa decisão, o governo não está batendo de frente com o Contran. A Polícia Militar, que fará a fiscalização, também participou da reunião de ontem, assim como a Corregedoria do Estado.

O protesto de ontem teve cerca de 60 motoboys, segundo a PM. Eles saíram do centro antes das 15 horas e seguiram pela Avenida Paulista, onde bloquearam um trecho da via. Em seguida, passaram pela Rebouças e chegaram até as imediações do Palácio dos Bandeirantes.

O presidente do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas e Ciclistas de São Paulo (Sindimoto-SP), Gilberto Almeida dos Santos, disse que a manifestação era de um grupo isolado.

Kit regulamentação. O coordenador do Detran-SP disse que mais 20 mil vagas na rede Sest/Senat serão abertas para interessados em fazer o curso obrigatório. Além disso, o governo quer estimular mais prefeituras a regulamentar a lei federal. Hoje, só 17 das 645 cidades paulistas já definiram normas locais para os motoboys. A capital é uma delas.

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