Paulo Beraldo/Estadão
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Motoboys fazem ato contra ‘Uber das motos’ em SP

Cerca de 500 motociclistas se uniram em importantes vias de SP como a Paulista, a Faria Lima e a Augusta

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 18h44
Atualizado 04 Agosto 2017 | 20h50

SÃO PAULO - Cerca de 500 motoboys se uniram na tarde desta sexta-feira, 4, em São Paulo, para protestar contra a redução no preço mínimo pago pelas viagens e para pedir vínculo empregatício com a empresa Loggi, uma espécie de “Uber” dos mototaxistas. No último dia 1º, a empresa alterou o valor mínimo pago pelos clientes pelos fretes de R$ 22,90 para R$ 14,90, a variar conforme a distância.

A manifestação começou na frente da sede empresa, em Barueri, logo depois do almoço. Por volta das 15h, eles ocupavam o sentido Consolação da Avenida Paulista, na altura da Fiesp, liberando apenas a passagem de ônibus. Às 16h30, estavam próximos da Avenida Faria Lima, sentido bairro, na altura da Avenida Brasil. Por volta das 19h, alguns manifestantes estavam na Rua Augusta. A Polícia Militar e a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) acompanharam os manifestantes.

A mudança no valor mínimo revoltou os motofretistas, que também solicitam vínculo empregatício. Em nota, a Loggi informou que a mudança “busca tornar a tabela de preços mais coerente com a realidade do mercado para clientes e motofretistas”. Segundo a companhia, a alteração deve aumentar em 30% o volume de fretes.

A empresa diz apoiar a regulamentação dos aplicativos de entregas expressas e afirmou já ter feito um pedido no Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) para atender essa demanda.

A Loggi é uma plataforma online que intermedia o motociclista que fará o frete e os clientes. Quem estiver mais próximo do endereço da entrega é acionado para fazê-la, como ocorre em aplicativos de transporte individual como o Uber.

Os novos preços valem também no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

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