Motoboys encerram protesto na Avenida Paulista

Apesar do protesto e do início das aulas, o índice de congestionamento na cidade estava abaixo da média

Elvis Pereira, estadao.com.br

11 de fevereiro de 2008 | 13h37

Grupo de motoboys encerrou no começo da tarde desta segunda-feira, 11, o protesto contra as novas regras criadas pelo governo para a categoria e contra o aumento do seguro obrigatório. Cerca de 20 manifestantes estavam reunidos em frente ao Prédio do Banco Central, na Avenida Paulista.   Veja também: Protesto de motoboys é iniciado com atraso em SP Protesto de motoboys segue com apenas 30 para o Municipal   Apesar do protesto e do início das aulas, o índice de congestionamento na cidade estava abaixo da média. Às 13 horas, eram registrados 23 km de engarrafamento, o que corresponde a 2,8% dos 820 km monitorados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A média para o horário é de 4,7%.   A Avenida Salim Farah Maluf apresentava o pior ponto de lentidão, com 2,4 km da Rua Diogo Lopes até a Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, no sentido Vila Prudente. A Anhaia Mello, por sua vez, tinha mais 2,2 km de morosidade na pista expressa, no trecho entre a Salim e o Viaduto Grande São Paulo, no sentido centro.   Quem seguia pela pista expressa da Marginal do Pinheiros no sentido Interlagos enfrentava 2,1 km de trânsito ruim, entre as Pontes do Jaguaré e da Cidade Universitária. Na Avenida Reouças, havia 1,6 km de congestionamento a partir da Avenida Brigadeiro Faria Lima, no sentido centro.   Novas regras   O protesto aconteceu porque os motociclistas de todo o País devem obedecer às novas regras para o uso de capacetes. Os equipamentos precisam ter o selo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e faixas refletivas nas laterais e na traseira. Quem for flagrado sem os itens obrigatórios de segurança fica sujeito à multa de R$ 127,69, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apreensão do veículo para regularização. A norma vale para todos os motociclistas, sejam motoboys ou não.   A resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe ainda a colocação de películas na viseira e determina que elas sejam transparentes (padrão cristal) quando usadas no período noturno. No caso dos capacetes que não têm viseira, passa a ser obrigatória a utilização de óculos de proteção, que não podem ser substituídos por óculos corretivos. O uso de viseiras irregulares ou do capacete sem viseira e sem os óculos de proteção é considerado infração gravíssima. Para essas situações, a multa é de R$ 191,54 e mais sete pontos na carteira, além da suspensão do direito de dirigir e recolhimento da habilitação.

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