Mostra na Pinacoteca tem fila de 2 horas

Mostra na Pinacoteca tem fila de 2 horas

Até as 20 horas, 9 mil visitantes foram ver esculturas hiper-realistas; houve lotação em exposição de Dalí, parques e shows no centro

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

20 Novembro 2014 | 20h15

 

Turista de Marília, paulistanos, norueguesa em intercâmbio. Na abertura da exposição das esculturas hiper-realistas do australiano Ron Mueck, de 56 anos, no feriado do Dia da Consciência Negra, as filas na Pinacoteca, com espera média de duas horas, reuniram nesta quinta-feira, 20, um público diversificado, de todas as faixas etárias e classes sociais.

Do início da manhã até as 20 horas, milhares de pessoas lotaram as imediações do Parque da Luz, no centro da capital, na tentativa de entrar no museu. A estimativa é de que 9 mil pessoas passassem por lá nesta quinta.

Para alívio dos visitantes, uma parte das pessoas que estavam na fila podia esperar dentro do parque, em locais com sombra. A entrada, gratuita no feriado, vai custar R$ 6 de segunda a sexta-feira e no domingo - nos sábados também será de graça. As nove esculturas do australiano ficam na capital paulista até o dia 22 de fevereiro. 

Na entrada da Pinacoteca, um casal de idosos sob um guarda-sol é a primeira escultura de Mueck que pode ser observada. Dentro do prédio, são mais oito obras, incluindo um homem esfaqueado, um barqueiro nu e uma mulher no ponto de ônibus. No fim da exposição, é exibido um vídeo no qual é detalhado o processo de criação das esculturas. 

 

Os visitantes deixavam o museu impressionados com o realismo das esculturas. “O casal de namorados pequenino é algo que jamais vou esquecer, parecem pessoas reais com aquele tamanho”, disse Vera Toledo Duarte, de 54 anos. A turista de Marília, no interior paulista, falava sobre a obra que retrata um casal com 65 centímetros de altura.

Ambjorg Snotra, norueguesa de 21 anos em intercâmbio em Belo Horizonte, aproveitou o feriado para conhecer a capital paulista com duas amigas brasileiras. “A mulher de mais de três metros no ponto de ônibus, com feições reais impressionantes, criam um forte impacto”, relatou a norueguesa.

A mostra levou 230 mil visitantes ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, antes de chegar a São Paulo. 

 

Filas. A retrospectiva do artista espanhol Salvador Dalí (1904-1989), aberta há um mês, também levou centenas de paulistanos e turistas ao Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, na zona oeste. 

Para ver as 218 peças exibidas a espera média era de uma hora. “Se tivesse esperado quatro horas valeria a pena do mesmo jeito”, disse Armando Denadai, de 46 anos, advogado de Campinas. 

O Vale do Anhangabaú, na região central, onde estavam programados shows gratuitos da banda jamaicana Inner Circle e do cantor Paulinho da Viola, e os Parques do Ibirapuera e Villa-Lobos também passaram o dia lotados.

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