Mosquitos infestam casas

RIO PINHEIROS

O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2012 | 03h02

Moro no Alto de Pinheiros e gostaria de expressar meu descontentamento com o número exorbitante de pernilongos dentro de casa. Antes, era possível constatar ações por parte da Prefeitura de controle da quantidade de mosquitos que se proliferam às margens do Rio Pinheiros. Hoje, parece que tais medidas deixaram de ser tomadas.

GABRIEL T. SANCOVSKY / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) esclarece que as altas temperaturas e a umidade elevada facilitam a reprodução dos pernilongos. Na cidade de São Paulo o Rio Pinheiros, em determinadas épocas do ano, pode se tornar um grande criadouro desses mosquitos. Para controlar sua reprodução, diz que a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), da SMS, executa uma série de ações no leito do rio e em suas margens, como o monitoramento de larvas e mosquitos adultos, o controle larvário com larvicida biológico e o controle de mosquitos adultos com aplicação diária de inseticidas - essas medidas são muito menos tóxicas do que as usadas antigamente, como o extinto caminhão de fumaça. Outras ações incluem a roçagem de vegetação marginal e remoção de vegetação aquática, que servem de abrigo a larvas e mosquitos adultos e facilitam sua reprodução no rio.

O leitor revela: O problema persiste. Todos os condôminos do prédio onde moro, assim como outros moradores da região, estão sofrendo com os mosquitos, que, noite após noite, atormentam todos. A resposta da Secretaria Municipal da Saúde é válida, porém inócua, na medida em que não se verifica um resultado prático para o problema.

AES ELETROPAULO

Interrupções de energia

Tive um equipamento queimado e, conforme o técnico, a avaria foi causada por constantes quedas de energia e desligamento da força por períodos de 3 a 5 segundos. Já havia observado esse rápido desligamento, mas não registrei a data. Gostaria que a AES Eletropaulo se manifestasse sobre as interrupções registradas nos dias 8, 10, 13, 17, 18, 19 e 24/1 (anotei também os horários) e fizesse o reembolso.

SÉRGIO CARBAJO / SÃO PAULO

A Eletropaulo diz que o pedido de indenização se refere ao dia 10/11, data em que não há registro de interrupção de energia no local, por isso a solicitação foi indeferida. Sobre as oscilações de energia, abriu pedido para medição do nível de tensão da energia no local. O laudo sai em 30 dias e o leitor será informado do resultado.

O leitor reclama: A Eletropaulo age de má-fé, pois não afirmo que o ocorrido foi em 10/11. Digo que não tenho como precisar o dia, pois a interrupção foi às 5 horas e só fui observar o problema bem depois, ao reprogramar o aparelho. A companhia diz que precisa de laudo para verificar o caso, o que mostra a falta de capacidade técnica para acompanhar um problema que afeta equipamentos eletrônicos, causando prejuízos.

JUNDIAÍ

Coleta de lixo e barulho

Moro num bairro tranquilo e, há algum tempo, o lixo passou a ser recolhido de madrugada. Nunca reclamei, mas o barulho está insuportável. O caminhão para em frente de casa e fica processando o lixo. Sobe, recolhe o lixo do bairro e desce, para continuar o barulho. Isso às 4 horas. O cidadão não é respeitado nem na hora de dormir.

VALERIA DE MACEDO R. GOMES

/ JUNDIAÍ

A Prefeitura de Jundiaí informa que o serviço de coleta de lixo

funciona 24 horas e a eficiência é maior durante a noite. Neste período, os caminhões não atrapalham o trânsito e o transporte coletivo, o serviço é mais rápido, reduz o custo da ação e não reflete em reajustes do IPTU.

A leitora comenta: Não questiono o trabalho de coleta do lixo, apenas o barulho abusivo. O caminhão pode ruminar o lixo próximo a terrenos baldios. É questão de bom senso.

IMÓVEL FINANCIADO

Abusos com venda casada

A coluna Seus Diretos do Estado de 12/2 publicou o relato horripilante da leitora sra. Maria Aurora Primuk, mostrando que, ao ser financiada na compra da casa própria em 30 anos, foi forçada a vincular as prestações à aquisição e manutenção de cartão de crédito e limite de crédito especial em conta corrente. Perdida a vinculação por não suportar os encargos dos "acessórios", teve majorado o valor da prestação da casa, pondo em risco seu direito constitucional à habitação e sujando a imagem do mercado imobiliário sadio. Isso é assunto para o Ministério Público.

SERGIO MAUAD é conselheiro do Sindicato de Habitação (Secovi-SP)

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