Morumbi: promotor pede praça sem muro

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com ação civil pública para tentar derrubar o muro de 60 centímetros de altura construído pela Prefeitura de São Paulo ao redor da Praça Vinícius de Moraes, no Morumbi. Para o promotor Maurício Ribeiro Lopes, a Subprefeitura do Butantã não apresentou razões técnicas para cercar a área de lazer.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

04 Março 2011 | 00h00

O muro custou R$ 155 mil. Parte dos usuários da praça considera que a obra descaracteriza a arquitetura do local. Outros avaliam que a estrutura de cimento reduz o risco de atropelamentos de pedestres na pista de caminhada, ao lado da Avenida Giovanni Gronchi. O caso parou no MPE, que resolveu pedir à Justiça ontem a retirada do muro.

"A Subprefeitura do Butantã nos informou ter feito um questionário com os frequentadores da praça, mas só 11% defenderam a construção do muro", disse o promotor Lopes. "A maior demanda era por bebedouros e banheiro. Não existe justificativa para cercar um espaço verde com uma intervenção urbanística tão pesada."

A Justiça deve se pronunciar até o fim de abril sobre o caso. O muro foi construído por meio de uma emenda apresentada ao Executivo em 2010 pelo vereador Aurélio Miguel (PR), morador da região e usuário da praça. "Eu vou correr sempre na praça e sei o risco que é um menino sair atrás de sua bola no meio da Giovanni Gronchi", defendeu.

Ontem, funcionários da Subprefeitura do Butantã começaram a cobrir o muro com vegetação para reduzir o impacto visual da obra.

A Praça Vinícius de Moraes foi inaugurada nos anos 1960 e fica ao lado do Palácio dos Bandeirantes. A Prefeitura defende a construção do muro como forma de proteger os pedestres e diz que a vegetação vai cobrir toda a estrutura, o que via reduzir o impacto visual da obra municipal.

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