Morumbi: assalto de vigia termina com dois mortos

A violência continua a assustar quem mora ou trabalha no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Uma tentativa de assalto terminou ontem com as mortes do vigia José Aílson Xavier dos Santos, de 31 anos, e do assaltante Pedro Carlos de Souza, de 26, no cruzamento da Avenida Giovanni Gronchi com a Rua Francisco Tomás de Carvalho. Até as 20 horas de ontem, a polícia ainda procurava o comparsa de Souza.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2011 | 03h04

O assalto aconteceu por volta das 9h. O vigia conversava com um homem que pedia informações em um Gol bege quando foi abordado pelo ladrão. O bandido, conhecido como Pedro Loco, sacou o revólver calibre 38 de dentro de uma mochila e disparou contra Santos, que portava uma Magnum 44 e reagiu imediatamente. Foram três tiros em direção ao vigia e pelo menos um atingiu seu peito. O vigia baleou o assaltante no peito e na cabeça.

Segundo o delegado Carlos Battista, titular do 89.º DP (Portal do Morumbi), tudo indica que tenha sido uma tentativa de assalto contra o vigia. Pelo menos duas câmeras do circuito de segurança do condomínio onde Santos trabalhava flagraram a ação do criminoso

Os bandidos estavam interessados possivelmente na arma do vigia, que é de uso restrito e estava sem registro. Posteriormente, poderá ser apurada a responsabilidade de quem empregava Santos, que trabalhava armado do lado de fora do prédio, em situação irregular. "Era uma pessoa tranquila, sempre foi segurança", contou José Milton Reis, de 43, primo dele.

Morte de amigo. Souza era foragido da Justiça. Ele aproveitou a saída de 12 de outubro e não retornou à colônia penal de São José do Rio Preto, onde cumpria pena por roubo.

A mulher dele, a dona de casa Katty Michele Bezerra da Silva, de 18 anos, disse que o marido estava abalado desde a morte de um amigo, há seis meses, por um vigilante do bairro. Ela não soube dizer se esse vigilante era Santos. Admitiu, porém, que Pedro Loco saiu de casa para assaltar. "Ele queria dinheiro."

Katty mora em Paraisópolis e foi avisada da morte de Souza pelo comparsa dele, conhecido como Klebison, que fugiu logo em seguida.

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