Mortes provocam espiral de violência

Análise: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2012 | 03h02

O ideal em uma operação policial de sucesso é a prisão de suspeitos sem que nenhum tiro seja disparado. A capacidade de usar a força com inteligência é o que mede a eficiência dos policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) - e não o número de corpos depois das intervenções.

O planejamento de uma operação policial tem de ser mais eficaz para evitar que nove pessoas morram. Em três ocorrências com a Rota, desde agosto do ano passado, 18 pessoas morreram. Em pelo menos um caso, ocorrido em maio, houve execução e três policiais foram presos. É o momento de as autoridades analisarem os excessos na corporação, em vez de comemorar esses resultados.

Justamente depois da execução de maio, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram flagrados em grampos ordenando a execução de policiais. As mortes provocadas pela corporação contribuíram para a espiral da violência, quando a PM deve atuar para controlar o crime em São Paulo.

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