Mortes no trânsito caem em ritmo lento na capital

No primeiro semestre, os homicídios por acidente de trânsito na capital cresceram 5% em relação ao mesmo período de 2010. Foram 378 mortes. Levantamentos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontam que historicamente os pedestres são as maiores vítimas do trânsito violento.

Bruno Paes Manso e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2011 | 00h00

No ano passado, 46,4% das pessoas que morreram foram vítimas de atropelamento. A concentração de mortes ocorre nas madrugadas de fins de semana, quando os casos chegam a dobrar. A própria CET aponta o álcool como o principal fator dos acidentes na cidade. Foi justamente esse o cenário que levou à morte do administrador de empresas Vitor Gurman, atropelado na madrugada de sábado da semana passada por um carro supostamente guiado por um motorista bêbado. O acidente aconteceu na Vila Madalena, tradicional reduto de bares.

Mesmo depois da vigência da lei seca, os números da violência no trânsito caem lentamente na capital. A média trimestral de mortes nos três anos anteriores à lei era de 198, passando a 177 casos por trimestre nos três anos seguintes. A queda de 10% é menor do que a verificada nos casos de homicídios dolosos, que caíram 38% no mesmo período.

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