Mortes já foram recompensadas

Caso o Comando da Segurança consiga premiar o policial militar que menos se envolver em casos suspeitos de resistências seguidas de morte, terá dado uma guinada importante nas políticas para a área. Entre 1974 e 1978, quando o coronel do Exército Erasmo Dias era secretário de Segurança Pública paulista, em plena ditadura militar, ele pagava gratificações para aqueles que matavam pessoas acusadas de terem praticado crimes.

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2012 | 07h40

O coronel João Pessoa Nascimento, que foi comandante do policiamento da capital durante o governo de Franco Montoro (1983-1987), fase de abertura democrática, acabou tendo de lidar com o aumento da violência provocado por esse incentivo. Entre as tarefas que lhe couberam na época, estava a reforma das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ameaçada de ser retirada das ruas pelo governador. "Eu era contra a retirada da Rota. Mas havia excessos e precisávamos mudar algumas coisas. Fui fazendo as mexidas aos poucos e conseguimos conter a violência", lembra.

Entre as mudanças, Nascimento tirou comandantes e soldados mais ligados a casos de violência, como o então capitão Conte Lopes. Na época, Lopes convocou taxistas para protestar contra o fim da Rota, que foram para a frente do prédio da corporação. / B.P.M.

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