Mortes foram tema mais comentado nas redes sociais

A tragédia no Rio Grande do Sul mobilizou os internautas, que colocaram o tema como o mais comentado das redes sociais durante todo o dia ontem. No Twitter, os principais assuntos do dia estiveram relacionados com o incêndio. Hashtags (jogos da velha que, no microblog, etiquetam os tópicos que os usuários estão comentando) como #ForçaSantaMaria e #PraySantaMaria (pray, em inglês, significa oração) eram os mais compartilhados à noite no Brasil inteiro.

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2013 | 02h03

Considerados apenas os usuários no Estado de São Paulo, a situação não era diferente. Dos dez tópicos mais discutidos entre os participantes do microblog às 23h, cinco mencionavam a cidade de Santa Maria. Um deles era #TODOSDesejamForçasASantaMaria.

Já o assunto #ForçaSantaMaria integrava a lista de dez mais repercutidos em todo o mundo na rede social. Essa listagem ainda tinha outra citação ao município gaúcho. O clima de desolação também afetou a todos na cidade, que fizeram questão de retratar o clima na internet. Assim que a lista de mortos foi divulgada, muitos moradores passaram a comentar que conheciam as vítimas de algum lugar.

No Facebook, a situação não era diferente. Correntes com fotos e outras imagens de solidariedade aos parentes e aos amigos das vítimas se tornaram bastante compartilhadas entre os integrantes da rede social.

Conforme novos detalhes da tragédia eram divulgados ao longo do domingo, as notícias também se tornavam amplamente difundidas na rede.

Diversos usuários também escolheram trocar as suas fotos de perfil por uma imagem negra, para representar o luto e a tristeza que estavam sentindo.

Figuras com as inscrições "luto" e "Santa Maria", algumas com fotos, acabaram sendo compartilhadas por internautas, principalmente os do Rio Grande do Sul. Inúmeros usuários ainda trocaram as fotos de capa por esse tipo de manifestação. Outras homenageavam os bombeiros que participaram do resgate.

Reconhecimento. No Facebook, antes que o governo do Rio Grande do Sul liberasse a lista com os nomes das vítimas, familiares e amigos divulgavam as fotos dos desaparecidos, pedindo que se alguém tivesse notícias, entrasse em contato.

Algumas fotos tinham mais de 300 compartilhamentos, grande parte deles com mensagens de apoio e esperança. Mais tarde, quando a lista saiu e os familiares foram informados, as fotos continuaram a ser compartilhadas, com lamentos e luto.

O Facebook também foi utilizado para o reconhecimento das vítimas da tragédia na casa noturna. Voluntários dos hospitais que receberam os feridos postaram fotos de roupas, bolsas e outros objetos que estavam com eles para tentar identificá-los. Isso porque somente os familiares podiam entrar nos hospitais para tentar fazer o reconhecimento. / CAIO DO VALLE, JULIANA DEODORO e WILLIAM CARDOSO

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