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Mortes em presídio paulista não envolveram facções, conclui polícia

Dois detentos foram assassinados na Penitenciária de Tupi Paulista; quatro presos foram indiciados pelos homicídios

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2017 | 19h20

SOROCABA - Os assassinatos de dois presos, em que um deles foi degolado, na Penitenciária de Tupi Paulista, interior de São Paulo, na noite do dia 12, não tiveram relação com a disputa entre facções criminosas, segundo a Polícia Civil. No inquérito, concluído nesta sexta-feira, 20, quatro presos foram indiciados pelos homicídios.

De acordo com o delegado Anderson Moisés Vieira, responsável pela apuração, os detentos foram mortos porque seriam delatores e teriam passado informações para a diretoria da unidade. "É o que eles chamam de alcaguetes, ou 'caguetas', segundo a gíria das prisões."

Um dos presos foi degolado com uma linha de costurar bolas. Ele cumpria pena de 33 anos por homicídio e roubo.

O outro, condenado a 24 anos por tráfico de drogas e associação para o tráfico, foi golpeado várias vezes com a lâmina de um espelho quebrado. Conforme a conclusão do inquérito, não houve evidência de que a morte tenha sido determinada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção dominante no presídio. A cela onde aconteceu os crimes estava com 36 detentos e relatos indicaram possível participação de outros dois presos no crime, mas, segundo o delegado, não houve provas disso. 

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que, após a conclusão dos procedimentos apuratórios, os culpados serão incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), um regime de disciplina carcerário mais duro e com maior isolamento do preso.

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