Mortes em acidentes de trânsito superam assassinatos em SP

Segundo a SSP, no segundo trimestre foram 1.222 mortes por acidentes de trânsito, contra 1.047 assassinatos

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

31 de julho de 2008 | 15h33

O número de mortes em acidentes de trânsito superou o de homicídios dolosos (com intenção de matar) no segundo trimestre do ano, segundo informou nesta quinta-feira, 31, a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). Neste período, foram registradas 1.222 mortes por acidentes de trânsito, contra 1.047 assassinatos.   Veja também: Os efeitos do álcool e os limites da Lei Seca  Lei seca tem aprovação de 72% em São Paulo  Entenda os principais pontos da Lei Seca    Com base nos números, a secretaria afirma que em todo o Estado é mais arriscado morrer em um acidente do que assassinado. Os acidentes de trânsito são somados às estatísticas de homicídios culposos (sem intenção de matar) e representam 94,3% do índice total (1.295 mortes).   Nas estatísticas da Secretaria Municipal de Saúde, divulgadas em junho, a probabilidade de ser assassinado era praticamente a mesma de morrer em um acidente automobilístico. A proporção era de uma morte no trânsito para um assassinato, segundo o levantamento. Enquanto os homicídios caíram 71,15% (de 6.683 para 1.928), os acidentes de trânsito avançaram 9,63%, passando de 1.681 para 1.843 no mesmo período.   Segundo a secretaria, a chamada lei seca para motoristas, que já reduz o número de acidentes no trânsito em São Paulo, não influenciou nos números, porque entrou em vigor em 20 de junho, apenas dez dias antes de as estatísticas serem fechadas.   É a segunda vez consecutiva que o semestre registra mais homicídios culposos do que dolosos (267 casos a mais). No segundo semestre do ano passado, isso já havia ocorrido, quando os homicídios culposos superaram em 349 casos os dolosos.   O total de homicídios dolosos nos primeiros seis meses de 2007 foi de 2.509, contra 2.182 no mesmo período deste ano, o que representa uma queda de 327 mortes.   A taxa de homicídios dolosos caindo desde 1999 e já alcançou o índice de 10,5 por 100 mil habitantes. A marca se aproxima ainda mais do objetivo da secretaria, que é chegar, até o final do ano, ao número de 10 homicídios por 100 mil habitantes - nível de países desenvolvidos, considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde da ONU. No Brasil, a média é de 25 homicídios por 100 mil habitantes.

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