Mortes de pedestres caem 43,6% no centro

Dados se referem aos dez primeiros meses da campanha de redução de atropelamentos

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2012 | 03h03

O número de mortes de pedestres no centro de São Paulo caiu 43,6% nos dez primeiros meses da campanha contra atropelamentos. Balanço do Programa de Proteção ao Pedestre, divulgado ontem pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), mostra que, além de a tendência de redução de atropelamentos na região central ter se mantido, houve também queda no índice em toda a cidade, embora menos expressiva.

Entre 11 de maio do ano passado e 31 de março deste ano, foram 22 mortes no centro, ante 39 registradas no mesmo período anterior. Em toda a cidade, o número baixou de 572 para 513, queda de 10,3%.

As multas também foram intensificadas. Cinco tipos de infração de trânsito passaram a ser fiscalizadas com mais intensidade pelos marronzinhos. "No mesmo período da análise das mortes, a ação resultou na aplicação de mais de 117 mil multas", informou a CET, em nota.

A meta da Prefeitura é reduzir em 50% o número de mortes por atropelamento na cidade até o fim deste ano, usando como referência as mortes registradas em 2008. Naquele ano, foram 594 mortes registradas na cidade. Por enquanto, essa queda é de 13,6%.

O programa tem duas frentes de atuação: de um lado, a CET tem investido em programas de educação, com propaganda na televisão e em outras mídias para orientar motoristas a respeitarem a faixa de pedestres. De outro, há ações nas ruas, com agentes da Prefeitura indicando aos pedestres como usar a faixa. São 750 orientadores, segundo a companhia.

Comportamento. "A questão da mudança de comportamento almejada pelo Programa de Proteção ao Pedestre consiste em um processo contínuo de educação para o trânsito e cidadania. Isso demanda tempo e requer atenção redobrada de todos os que circulam pelas ruas da capital", afirmou a CET.

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