Morte no Rio vira destaque em Portugal

A Divisão de Homicídios do Rio investiga sigilosamente o assassinato da portuguesa Rosalina Ribeiro, de 74 anos. Ela foi morta em dezembro em Saquarema, em meio a uma disputa pela herança do empresário Lúcio Tomé Feteira, com quem teve caso por 32 anos.

Bruno Boghossian / RIO, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2010 | 00h00

Na última semana, novo depoimento reforçou suspeitas da polícia brasileira sobre o ex-deputado Domingos Duarte Lima, um dos principais nomes do Partido Social Democrata português, que foi advogado da vítima. Ele afirma ter deixado Rosalina em um hotel de Maricá às 21h20 do dia da morte, mas a principal testemunha do crime disse ter escutado tiros dez minutos depois no local onde o corpo foi achado, a 20 km dali. O caso virou destaque na imprensa portuguesa.

Rosalina estava no Brasil para acompanhar a disputa pelas terras que Tomé Feteira tinha em Maricá, avaliadas em R$ 80 milhões. Após sua morte, em 2000, aos 98 anos, seus bens eram disputados por Rosalina e Olímpia Feteira, filha que teve com outra amante. Tomé Feteira era um milionário amigo de celebridades, como Juscelino Kubitschek e Nelson Rockefeller.

Olímpia acusava Rosalina de ter se apropriado indevidamente de parte da herança com a ajuda de Duarte Lima. Rosalina, por sua vez, investigava suspeita de que a família do milionário teria falsificado documentos para impedir venda de terras. Olímpia também acusa Duarte Lima de ter recebido indevidamente 6 milhões da herança. Ele diz que o dinheiro era de Rosalina. / COLABOROU GABRIELA MOREIRA

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