Morte no Hopi Hari faz 1 ano, sem julgamento

Na segunda-feira faz um ano que Gabriella Nichimura, de 14 anos, morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel no Hopi Hari, em Vinhedo. A adolescente foi vítima de "uma sucessão de erros", segundo a família, que teriam sido cometidos por 12 acusados - entre eles o presidente do parque -, que seguem sem julgamento.

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 02h02

A família da jovem, que mora no Japão, está indignada com a demora da Justiça brasileira, diz o advogado Ademar Gomes. "A família é vítima duas vezes, porque, além de perder uma filha tragicamente, é vítima de um Judiciário sem estrutura", criticou Gomes.

A menina caiu de uma altura de 25 metros, depois que a trava da cadeira ocupada por ela no brinquedo abriu. A investigação policial descobriu que o assento estava desativado havia anos por apresentar defeito e não poderia ter sido usado.

O juiz da 1.ª Vara de Vinhedo, Fábio Marcelo Holanda, aceitou em maio do ano passado a denúncia do Ministério Público contra 12 pessoas, incluindo o presidente do Hopi Hari, Armando Pereira Filho, acusados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

Em uma rede social, a mãe da jovem, Silmara Nichimura, que não quer dar entrevistas, escreveu: "Realmente não sabia que saudade doía tanto. Logo fará um ano que estou sem a minha menina linda". Na casa da família, a mãe mantém o quarto da filha do mesmo jeito. Gabriella morava com os pais no Japão, onde nasceu.

Acusação. O promotor Rogério Sanches acusa os réus de serem "omissos ao deixar de tomar os cuidados que impediriam o uso de uma cadeira do brinquedo que estava havia dez anos desativada". Segundo ele, o processo é demorado porque envolve muitos acusados.

Na área cível, a família pede indenização de R$ 4,6 milhões por danos morais e dois salários mínimos por mês para cada um dos pais, da data do acidente até o dia em que Gabriela completaria 25 anos, em 2022, por danos materiais.

Ontem, o Hopi Hari informou que homologou um acordou com a família, mas não divulgou seu teor. O advogado da família disse que eles só se manifestarão na quinta-feira.

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