NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Morte nas Marginais cai 54% em 2016; 1º dia de novas velocidades tem falhas

Acidentes com vítimas caíram de 740 para 460 entre 2015 e 2016; medidas prometidas por Doria, como ambulâncias, ainda não estavam em operação

Adriana Ferraz e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2017 | 03h00

SÃO PAULO - O ano de 2016 terminou com redução de 54% no número de mortes por acidente de trânsito nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgados nesta quarta-feira, 25. No primeiro dia do programa Marginal Segura, conjunto de ações da Prefeitura para aumentar o limite de velocidade das vias, muitas das medidas prometidas pela gestão João Doria (PSDB) ainda não haviam sido implementadas. 

Cinco acidentes foram registrados pela CET até as 19 horas desta quarta, feriado na capital - a média é de 6,8 por dia somadas as duas vias. Um deles foi um capotamento na pista central da Marginal do Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras, no início da tarde, sem vítimas. Dois envolveram motociclistas, que ficaram feridos. O primeiro acidente após a implementação das novas velocidades foi registrado à 1h30: um motorista bateu em um carro da CET e fugiu, na Marginal do Pinheiros. 

Segundo o secretário municipal de Transportes, Sergio Avelleda, ao longo do ano passado 21 pessoas morreram em acidentes de trânsito nas duas Marginais, ante 46 ocorrências em 2015. O total de acidentes com vítimas também caiu de 740 para 460 no mesmo período.



Os dados foram apresentados pela gestão para mostrar que, apesar da política de redução de velocidade implementada em julho de 2015 pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), acidentes continuaram acontecendo. Para o prefeito João Doria (PSDB), assim como para Avelleda, a queda registrada não tem relação direta com a velocidade mais baixa. O secretário citou outros fatores, como o veto a motocicletas na Ponte João Dias desde o ano passado.

Mudanças. Nesta quarta, os novos limites de velocidade estavam sinalizados corretamente em placas brancas nas Marginais. Mas placas amarelas, que deveriam informar sobre pontos obrigatórios de redução, uma das promessas da Prefeitura, ainda não estavam totalmente instaladas. 

A frota prometida de quatro ambulâncias específicas para as vias também não estava em operação nesta quarta. Segundo a gestão Doria, os veículos precisam ser licenciados, assim como as novas picapes de fiscalização e socorro. Das dez previstas, somente uma circulava nesta quarta. 

Segundo a Prefeitura, os veículos serão entregues gradualmente até 25 de fevereiro, e as placas serão instaladas até o final da semana. 

A sinalização amarela, de advertência, havia sido anunciada no ano passado como novidade. A promessa é que essa advertência fosse feita a partir de três placas, instaladas a 500 metros, 200 metros e em cima dos pontos de redução - são 30 no total. “Tivemos problemas em alguns postes por causa da sustentação. Estamos trabalhando para resolver esses problemas. Estamos corrigindo e, nos próximos dias, todas as placas estarão sendo colocadas”, disse o presidente da CET, João Octaviano Neto.

As placas amarelas também têm o objetivo de reduzir as multas que parte dos motoristas chama de “pegadinha”, além de evitar acidentes ou focos de congestionamento, considerando o aumento das velocidades máximas. 

Os limites voltaram a ser de 90 km/h nas pistas expressas, 70 km/h nas pistas centrais da Tietê e 60 km/h nas pistas locais das duas Marginais, com exceção da faixa à direita, que permaneceu a 50 km/h. Com marronzinhos concentrados na Marginal do Pinheiros, mas também em locais como as Pontes Casa Verde e Tatuapé, na Tietê, o primeiro dia seguiu sem registro de congestionamentos. 

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