Morte na Escola Adventista fica sem explicação

O Ministério Público Estadual solicitou o arquivamento das investigações pela morte de Miguel Cestari Ricci, de 9 anos, que foi baleado em 29 de setembro de 2010 na Escola Adventista de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, sem o esclarecimento do caso.

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2011 | 03h04

Segundo a Promotoria, não houve como comprovar quem disparou o tiro que matou o garoto. Na época, um colega de classe foi apontado como o principal suspeito de ter atirado contra Miguel. No entanto, para a promotora Flávia Helena Gonçalves Teixeira, não foi possível encontrar a arma do crime e, até por isso, não há como responsabilizar os pais do menino por uma eventual negligência ao guardar o revólver. Ela acompanhou as investigações desde o início.

Investigador chefe da Delegacia de Taboão da Serra, Ivan Jerônimo da Silva participou do inquérito policial e diz que tudo apontava para o colega de classe de Miguel. "Fomos até onde era possível. No nosso entendimento, havia indícios de que o menino atirou contra o amigo", disse o policial.

Família. O arquivamento do caso sem um esclarecimento sobre como se deu a morte provocou decepção entre os familiares de Miguel. A mãe do garoto, Roberta Cestari Ricci, foi ontem até o Fórum de Embu das Artes para saber o que havia acontecido. "A última informação que eu tive até então era de que estavam investigando. Como alguém não viu o que aconteceu naquele dia? Como pode acontecer isso dentro da sala de aula sem ninguém saber?" / W.C.

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