Morte em Ribeirão Preto provoca ataque a cinco ônibus

A morte de um rapaz às 20h de anteontem na Praça São Bartolomeu, no Jardim Jandaia, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, motivou ataques a cinco ônibus urbanos, segundo a polícia. Dois ficaram completamente queimados. O suspeito de uma das ações morreu na fuga.

RENE MOREIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO/ FRANCA, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2012 | 02h05

A polícia, que foi recebida a pedradas, atribuiu os ataques a pessoas ligadas a Maxuel William Domingos, de 22 anos, vítima de três tiros dados por desconhecidos. Domingos tinha diversas passagens pela polícia. Após as ações, a circulação de ônibus foi interrompida na zona norte da cidade. Os veículos voltaram às ruas na madrugada de ontem, com escolta policial.

O primeiro ônibus foi queimado na Avenida Maestro Hervê Cordovil. Três homens em motocicletas obrigaram o motorista a parar e fizeram os passageiros descer. Depois, atearam fogo ao coletivo. O segundo ônibus foi incendiado na Avenida João Goulart por dois rapazes que se passaram por passageiros. Viaturas do Corpo de Bombeiros que tentavam apagar o fogo foram apedrejadas. A Polícia Militar jogou bombas de gás lacrimogêneo e deu tiros de borracha. Ninguém foi preso. Três coletivos foram apedrejados na zona norte da cidade.

Um jovem de 18 anos, suspeito de ser um autores do ataque na Avenida Hervê Cordovil, morreu em um acidente durante a fuga. Com passagens pela polícia por vários crimes, ele estava em uma moto que bateu contra um carro ao avançar o sinal.

Um adolescente de 15 anos que estava com ele ficou gravemente ferido. A motorista do carro e uma criança que estava na calçada tiveram ferimentos leves. O comandante da 2.ª Companhia da Polícia Militar, José Antônio Golini Junior, disse que a dupla levava um galão de gasolina na moto e acelerou para fugir ao avistar policiais.

Tiros no DP. Ontem de madrugada, a fachada do 5.º Distrito Policial de Ribeirão Preto, no bairro Geraldo Correa de Carvalho, foi metralhada. Ao menos seis tiros atingiram o edifício. Os autores dessa ação também não foram identificados.

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