Morte de motorista foi premeditada, diz polícia

Segundo os investigadores, três prostitutas embriagaram Álvaro Pedroso em um quarto de hotel, onde ele foi atacado

Luiz Fernando Toledo , O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 18h28

SÃO PAULO - As três mulheres presas nessa sexta-feira, 27, e no sábado, 28, sob suspeita de matar e esquartejar o corpo do motorista Álvaro Pedroso, de 55 anos, premeditaram o crime. Foi o que afirmou a diretora da Delegacia Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Elizabeth Sato. 

Segundo a polícia, as prostitutas Marlene Gomes, Marcia Maria e Francisca Aurilene combinaram um esquema para embriagar Pedroso em um quarto de hotel, onde foi atacado. O objeto que o matou ainda não foi confirmado pela polícia. 

O motivo do crime teria sido uma vingança de Marlene, que afirmou, em depoimento, ter se relacionado com o motorista como amante durante sete anos. Ela alegou sofrer sadismo sexual da parte dele, além de ameaças de morte a uma filha de idade não divulgada. 

"Ela tinha muita raiva, ódio", disse o delegado Antônio Carlos Araújo, que negou que houvesse arrependimento por parte da amante. O carrinho usado para levar as partes do corpo esquartejado foi comprado pelas mulheres antes do crime. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o trio confessou o crime, que ocorreu em março. A Justiça já decretou a prisão temporária das suspeitas. Elas foram presas no centro da capital e encaminhadas ao 89º Distrito Policial (Morumbi). 

Entenda o caso. Em 23 de março foram achados três sacos, em pontos diferentes, perto do Cemitério da Consolação, na zona oeste de São Paulo, com pernas, braços e tronco do motorista, que estava desaparecido. No dia 27, uma cabeça foi achada na Praça da Sé, no centro, por um morador de rua - a quatro quilômetros do ponto onde foram encontrados os sacos plásticos com as outras partes do corpo.

De acordo com testemunhas, Pedroso foi visto pela última vez no dia 22 de março, quando teria saído com a amante. Ela exigia dinheiro da vítima e estava descontente com a vontade do motorista de terminar relacionamento. 

Imagens de câmeras de segurança próximas ao cemitério mostraram três mulheres com um carrinho de compras no dia do crime. O mesmo carrinho foi encontrado dias mais tarde com um morador de rua, que confessou ter recebido partes do corpo da vítima, em sacolas plásticas, para distribui-las em troca de R$ 30.

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