Cristiane Kampf/Assessoria de Imprensa Unicamp-Limeira
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Morte de aluna da Unicamp em Limeira comove amigos

Descrita como simpática e muito estudiosa, Sandy Andrade foi encontrada morta a cerca de 2,5 quilômetros da faculdade

Ludimila Honorato, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2017 | 00h43

Simpática, dedicada aos estudos, tímida, mas espontânea quando conversava, sempre atenciosa e com um sorriso no rosto. Dividia o dia entre ir à faculdade, à academia e os projetos estudantis de que fazia parte. Assim é descrita pelos amigos a estudante Sandy Andrade Santos, 21 anos, morta na última sexta-feira, 31, a cerca de 2,5 quilômetros da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (FCA), de Limeira. 

"É realmente muito estranho ver que uma pessoa com quem eu conversei na quarta-feira não está mais aqui", conta Giovanna Oliveira, de 18 anos, estudante do segundo ano de Engenharia de Produção na Unicamp em Limeira.

Giovanna e Sandy se conheceram no primeiro ano da faculdade, quando os cursos das duas eram juntos. "A primeira vez que falei com ela foi quando peguei uma botinha emprestada para uma matéria em que íamos ao Senai. Desde então, sempre que nos víamos, conversávamos um pouco", lembra Giovanna. "E antes de ela morar na cidade universitária, ela morava perto de mim, então algumas vezes voltávamos juntas da faculdade."

Thiago Luiz Figueiredo Pinto, de 18 anos, estudava com Sandy e diz que ela era uma menina introvertida e "extremamente dedicada". "Ela estava como aluna auxiliar, semanalmente, da disciplina de Cálculo I para os alunos que entraram nesse ano", diz. A jovem também era líder de estruturas da equipe Torque Baja, uma das organizações estudantis de extensão do curso de engenharia. Thiago conta que o pai de Sandy falou durante a reunião convocada pela diretoria da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp na tarde de segunda-feira, 3, e a descreveu como uma menina "muito família".

Na noite do mesmo dia, estudantes dos dois câmpus da Universidade comparecem a uma sessão na Câmara dos Vereadores de Limeira, a convite dos parlamentares. Eles teriam de 10 a 15 minutos de fala sobre o caso, mas, segundo Thiago, a fala foi interrompida no começo e só foi cedida depois de gritos e pressão dos presentes. "A discussão entre os vereadores começou em relação ao assunto, mas a galera estava pressionando, a sala estava lotada", conta. Por fim, deram menos de 10 minutos para uma das representantes da Frente Feminista de Limeira falar.

Por meio dos protestos e diante da morte de Sandy, os estudantes esperam conseguir melhorias na cidade. "Que o que ocorreu sirva de base para não ocorrer mais, o que em parte já é absurdo, pois não deveriam esperar que isso ocorresse para agir. Mas que não deixemos o crime que aconteceu cair apenas na memória de todos", diz Giovanna.

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