Mortalidade infantil fica 75% menor no período

Uma forte queda na mortalidade infantil (até 1 ano de idade), de 69,1 para 16,7 por mil nascidos vivos de 1980 a 2010, foi um dos motores do aumento na expectativa de vida dos brasileiros, segundo o IBGE. Enquanto no início da série o indicador tirava 3 anos, 7 meses e 12 dias da esperança de vida ao nascer, no último ano a perda era de apenas 3 meses e 3 dias. A queda foi mais acentuada no Nordeste, onde, ao longo das três décadas, a redução foi de 97,1 para 23 por mil nascidos vivos. Isso quer dizer que, para cada grupo de mil, 74,1 deixaram de morrer antes do 1.º ano. E houve recuo do indicador nas demais regiões.

RIO, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h08

Com os avanços, o Brasil bateu, com cinco anos de antecedência, o quarto Objetivo do Milênio: reduzir em 2/3, até 2015, esse indicador, em relação a 1990. A pesquisa apontou que a menor taxa de mortalidade infantil de 2010 foi a de Santa Catarina, 9,2 por mil, e a maior, de Alagoas, 30,2. Apesar de ter obtido a maior queda no indicador, o Nordeste continuou a ser a região em que ele é maior.

"A mortalidade (infantil) proveniente de fatores socioeconômicos está diminuindo muito", disse o gerente do projeto Componentes de Dinâmica Demográfica do IBGE, Fernando Albuquerque. Segundo ele, campanhas de vacinação, programas como o saúde da família, melhorias no saneamento básico e avanços na escolarização das mães estão entre os fatores que ajudaram a melhorar o indicador.

Idosos. O estudo apontou ainda que em 2010 havia 449.129 habitantes do Brasil com 90 anos ou mais de idade. Pela primeira vez na história da pesquisa, essa faixa passou a ser o grupo etário final, indicando o aumento da longevidade. /W.T.

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