Morreu a girafa 'queridinha' de SP

Jamal não resistiu a uma infecção intestinal

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2012 | 03h00

Jamal nasceu no dia 4 de fevereiro de 2011, com 50 quilos e 2 metros de altura, no Zoológico de São Paulo, na Água Funda, zona sul da capital. Filho de Mel e Palito, duas girafas africanas, seu nome foi escolhido por 47 mil pessoas, em um processo de voto popular em que participaram 150 mil visitantes e internautas. O nascimento de Jamal coroou os eventos de comemoração do aniversário dos 53 anos do Zoo.

Dois dias antes do ano-novo, a girafa foi encontrada morta pelo tratador. "Ninguém esperava. Foi uma surpresa", diz Carolina Vaz Cabral Nery, de 31 anos, chefe da divisão de veterinária.

Poucos dias antes, Jamal e sua meia-irmã, Safira, adoeceram. "Eles pegaram uma infecção intestinal e foram tratados rapidamente."

Com 200 quilos e cerca de 2,20 de altura, Jamal ainda era considerado um filhote e estava começando a desmamar. Ao longo do dia, recebia, aos poucos, um total de 20 quilos de ração e capim - às vezes na boca, de tão amigável que era. Passava os dias com a mãe e a meia-irmã.

Infecções intestinais em filhotes, segundo a veterinária, são comuns. "Estamos sempre atentos a esse tipo de coisa. Os dois filhotes reagiram muito bem à medicação. Jamal estava andando. Quando eu o chamava na grade, ele se aproximava. Era muito curioso e não tinha medo das pessoas. Já Safira não dava muita bola, porque ela tem uma personalidade mais arredia mesmo."

A necropsia do corpo, no entanto, apontou que a infecção foi mais forte do a veterinária supunha. Jamal não resistiu. Safira passa bem.

Restam no Zoológico mais três girafas africanas, Palito e Mel - os pais de Jamal - e Sapeca, uma fêmea adulta.

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