Morre vítima de batida com Camaro

Edson Domingues, de 56 anos, teve 70% do corpo queimado após acidente no dia 30

CAMILLA HADDAD, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h04

Após passar cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, o motorista Edson Domingues, de 56 anos, morreu às 23h de anteontem. Ele foi vítima da série de acidentes causada pelo estudante Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos, no dia 30. Em seu Camaro, Arenzon foi da zona oeste à zona norte de São Paulo causando várias colisões. Por fim, bateu no utilitário Towner de Domingues, que explodiu.

Domingues havia sido internado em estado gravíssimo, com 70% do corpo queimado e respirava com a ajuda de aparelhos. O velório do motorista foi realizado ontem, no Cemitério da Lapa, zona oeste.

A mulher da vítima, a dona de causa Neuza das Graças, de 63 anos, pedia por justiça. "Eu vou lutar até o fim da minha vida para esse menino voltar para a prisão." Domingues estava casado havia cinco anos e tinha duas enteadas, de 26 e 40 anos.

Arenzon, que tinha sinais de embriaguez na hora do acidente, ficou detido durante o fim de semana, até a família pagar uma fiança de R$ 245 mil. Ele é filho do vereador Milton Arenzon (PMDB), de Embu das Artes, na Grande São Paulo.

O delegado Nicola Romanini, do 28.º DP (Freguesia do Ó), informou que o estudante continua respondendo por embriaguez ao volante, fuga do local e homicídio doloso tentado, que desde ontem passou para homicídio doloso consumado. Em caso de condenação, Arenzon pode ficar até 20 anos preso. O advogado do estudante, João César Cáceres, afirmou que seu cliente está passando por atendimento psiquiátrico.

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