Morre universitária baleada na cabeça na Rodovia Dutra

Isabella Pavani Castilho Cruz estava internada desde terça-feira, quando foi atingida por um disparo na nuca, numa suposta tentativa de assalto

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

02 Novembro 2013 | 16h44

SÃO PAULO - A universitária Isabella Pavani Castilho Cruz, de 18 anos, que estava internada após levar um tiro na nuca na Rodovia Presidente Dutra, morreu às 2h48 deste sábado, 2. A família decidiu doar os órgãos da estudante, e uma equipe da Santa Casa de Misericórdia iria, ainda ontem, fazer a retirada, em um procedimento que demoraria entre seis e oito horas, segundo expectativa de médicos do Hospital Nipo-Brasileiro, onde a jovem havia sido internada.

Na noite de terça-feira, 29, a estudante guiava seu veículo blindado pela rodovia quando um outro carro bateu na traseira dela, na altura do km 215 da Dutra, entre Guarulhos, onde ela estudava, e Arujá, onde vivia.

Ao encostar o veículo e sair dele para ver o que havia ocorrido, Isabella foi rendida por três homens, que anunciaram um assalto. Um dos homens, no entanto, atirou na cabeça da jovem. Segundo testemunha, a pessoa que atirou aparentava ter entre 17 e 19 anos de idade.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública informou ontem apenas que “foi instaurado um inquérito policial” e que “as investigações prosseguem”. Nenhum suspeito havia sido detido até a tarde de sábado. Os três homens que estavam no carro que bateu no de Isabella fugiram em um Prisma cinza sem levar nada da estudante, que viajava acompanhada de uma amiga.

Em uma coletiva de imprensa realizada no hospital onde a estudante morreu, um amigo da família de Isabella, Marcelo Alarcon Lui, cobrou reforço policial na Rodovia Presidente Dutra, no trecho entre Guarulhos e Arujá, e afirmaram terem certeza de que o caso foi um assalto mal sucedido.

Lui diz que não acredita em premeditação do crime. “Naquele dia, ela teve um médico. Atrasou-se, perdeu a van (que a levaria para a faculdade), optou por vir com o carro da mãe, blindado. Então, não existia uma sequência. Não era recorrente ela fazer isso.”

Segundo o superintendente clínico do Nipo-Brasileiro, Teruhiko Okamoto, a jovem levou o tiro na nuca. A bala atravessou toda a massa encefálica, provocando um edema. Sobre a doação de órgãos, o superintendente técnico do hospital, Luiz Carlos Tanaka, disse que ainda não sabia quais poderiam ser doados exatamente. “Ela era jovem, não tinha doenças pregressas, então, obviamente, vários e vários órgãos podem ser captados.”

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